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Chuvas que atingem Minas Gerais não chegarão à Baixada, alerta Climatempo

A partir de quinta-feira (30), porém, são esperadas tempestades isoladas com trovoadas, as famosas 'chuvas de verão'

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27 JAN 2020Por Pedro Henrique Fonseca17h00
As chuvas já mataram ao menos 48 pessoas em Minas GeraisFoto: Renato Lied/Futura Press/Folhapress

As chuvas que atingem os estados de Minas Gerais e Espírito Santo não chegarão à Baixada Santista, de acordo com o site Climatempo. O tempo seguirá firme até quarta-feira (29), com máximas de 30°C e mínimas de 23°C. A partir de quinta-feira (30), são esperadas tempestades isoladas com trovoadas, as famosas "chuvas de verão", que seguirão na Baixada Santista pelo menos até a próxima segunda-feira (3 de novembro).

As tempestades isoladas, que serão entre moderadas e fortes, devem acontecer sempre entre a tarde e a noite. Nada perto do que acontece nos dois estados já citados, segundo o meteorologista João Luiz Martins Basso, do Climatempo.

O motivo de tanta chuva em ambos é a chamada zona de convergência do Atlântico Sul, um fenômeno comum no verão, que se forma com a umidade da Amazônia e provoca chuvas no Norte, Centro-Oeste e no Sudeste. Neste ano, frentes frias no litoral e outros fatores tornaram as chuvas sobre os dois estados mais fortes que o normal.

De acordo com o último boletim divulgado pela coordenadoria de Defesa Civil de Minas Gerais, ontem (26), as chuvas já mataram ao menos 48 pessoas no estado. O maior número de mortes foi registrado em Belo Horizonte (8); Betim (6) e Ibirité (5). Em Catas Altas, Ibirité e Orizânia a situação motivou as prefeituras a decretarem estado de calamidade pública.

Os estragos causados pelas fortes chuvas que atingem parte do Espírito Santo já forçaram 10.089 pessoas a deixarem suas casas, mesmo que temporariamente. Nove pessoas já morreram desde que as chuvas se intensificaram, no último dia 17.

Segundo a Secretaria estadual da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), até as 11h de hoje (27), havia 8.777 pessoas desalojadas, ou seja, tiveram que deixar suas casas e se abrigar na casa de parentes, amigos ou buscar outras opções temporárias.

Com informações da Agência Brasil.