Chuva para Região; uma pessoa morreu

Queda de barreira na Imigrantes norte matou uma pessoa e atingiu outros 24 veículos. Além disso, o trânsito parou nas rodovias e nas cidades

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23 FEV 201310h15

O dia em que o trânsito na Baixada parou, uma pessoa morreu e 24 veículos foram atingidos por um deslizamento de terra na Imigrantes norte. Esse foi o saldo de cerca de duas horas de chuva intensa sobre a Região, na tarde desta sexta-feira (22).

Devido às fortes chuvas, houve congestionamentos nas rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes e também nas principais vias de Santos e São Vicente. Desde às 16 horas até a meia-noite, fechamento desta matéria, a pista da Rodovia dos Imigrantes sentido Capital permanecia interditada.

Por volta das 23 horas ainda havia congestionamento do km 70 ao km 62, no sentido São Paulo. Segundo a concessionária do SAI, Ecovias, em duas horas choveu de 100 a 150 milímetros no fim da tarde. A média de janeiro e fevereiro é de 25 a 30 milímetros de chuva por dia.

No SAI, a concessionária interrompeu a subida a partir do final da tarde, bloqueando as duas pistas norte da Via Anchieta e da Rodovia dos Imigrantes. Houve queda de barreiras na serra da Anchieta, na altura do km 46, 49 e km 51, e na entrada do túnel do km 52 da Rodovia dos Imigrantes, local do acidente onde uma pessoa morreu e 23 veículos de passeio e uma carreta foram atingidos.

De acordo com informações da Ecovias, na Imigrantes, o tráfego foi represado entre o km 56 e km 52, entre 16 e 17 horas, até a noite. A administradora do SAI manteve apenas a descida da serra liberada e recomendou aos motoristas da Baixada Santista para que evitassem pegar a estrada.

Por volta deste mesmo horário, a Anchieta registrou tráfego lento na chegada a Santos do km 63 ao km 65, por excesso de veículos.

Imigrant es - Deslizamento em túnel fechou subida e descida da Serra (Foto: José Patrício/ AE)

Entrada de Santos

As fortes chuvas inundaram as principais avenidas de Santos. O tráfego na entrada da Cidade parou. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos, das 16h30 até o início da noite desta sexta o trânsito parou na entrada da cidade na região que abrange à Via Anchieta, Avenida Martins Fontes (quatro pistas) e Avenida Nossa Senhora de Fátima.

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, o bloqueio foi total por causa dos alagamentos nessas vias. Outro ponto crítico foi na Vila Matias, nas avenidas Francisco Manoel e Dr. Waldemar Leão. Conforme a CET, em ambas as vias ao menos uma faixa permaneceu liberada para o tráfego de veículos.

SAI

No final da tarde também foi constatado congestionamento na Rodovia Cônego Domenico Rangoni, do km 264 ao km 262; do km 253 ao km 248 e na SP 248 do km 1 ao km 6, sentido Guarujá, por excesso de caminhões que acessam a Idalino Pinez (Rua do Adubo) e os terminais portuários, em Vicente de Carvalho, distrito de Guarujá, de acordo com a Ecovias.

Boletim da concessionária, das 18h45, informou que foram liberadas duas faixas na Via Anchieta — uma no sentido Litoral e outra no sentido Capital no trecho de serra. No sentido Litoral, da Imigrantes, o tráfego permanecia congestionado do km 38 ao 58.

Já às 20h40, a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega teve bloqueio total no km 270, no sentido Praia Grande e no km 276 nos dois sentidos, devido a alagamento. A Imigrantes permaneceu interditada à noite, no sentido Capital. No sentido Litoral, o tráfego ficou congestionado do km 40 ao 58.

Ainda por volta das 21h, havia congestionamento na Cônego do km 262 ao km 270 sentido Cubatão e do km 270 ao km 248 sentido Guarujá. Por medida de segurança, a praça de pedágio sentido Cubatão no km 250 foi bloqueada totalmente.

Veículos saqueados na Anchieta

Na rede social Facebook, foi divulgado um alerta na página Viver em Santos, de que motoristas parados no congestionamento na entrada de Santos estavam sendo assaltados.

Cubatão registra deslizamentos nas encostas

A chegada de uma frente fria na tarde desta sexta-feira (22) provocou deslizamentos nas encostas, alagamentos por toda a Cidade e cortes momentâneos no fornecimento de eletricidade em alguns pontos de Cubatão.

Segundo a Coordenadoria Municipal da Defesa Civil de Cubatão (Comdec), foram registrados deslizamentos no Caminho dos Pilões, na Cota 200 (ruas 9 e 16), um deslizamento de pequeno porte na Cota 95 (Rua Santino) e a queda de um muro de arrimo na Rua João Paulo II. Não foram confirmadas mortes, mas alguns moradores foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros.

A Defesa Civil também recebeu comunicações de alagamentos em pontos diversos do Município, sendo que alguns atendimentos ficaram comprometidos devido ao engarrafamento registrado no sistema Anchieta-Imigrantes e nas vicinais municipais.

Índice pluviométrico

O monitoramento de pluviosidade no município pelo Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) registrou 100,8 mm no ponto de controle Portão 40 e 93,4 mm na Cota 400, durante as últimas 24 horas. Os valores acumulados em 84 horas, até as 18h30, são respectivamente 104,6 mm (Portão 40) e 109,2 mm (Cota 400). Em decorrência, o nível atual no PPDC é de ‘Atenção’.

Paciência extra para motoristas e pedestres

O final da tarde de sexta-feira, após um dia intenso de calor, exigiu dos moradores da Baixada Santista uma dose extra de paciência para chegar em casa. O trânsito das principais avenidas ficou praticamente parado entre às 17h30 e 20 horas. Ônibus cheios, com janelas fechadas, disputando espaço com carros nos poucos metros em que era possível avançar no trânsito.

São Vicente

Em São Vicente, a Avenida Presidente Wilson (sentido Praia-Centro) contava com um riacho nas proximidades de um drive-in. No sentido oposto, quem se dirigia rumo à praia, também encontrava pontos de alagamento.

Santos

A entrada da cidade de Santos ficou paralisada, como quase sempre acontece nos finais de tarde, principalmente nos dias de chuva. O trânsito na Avenida Pinheiro Machado parou, nas proximidades do Curvão do Marapé. Quem se arriscava a pé, tinha de enfrentar água cobrindo os pés. As avenidas da praia de Santos tiveram trânsito mais intenso no sentido São Vicente. Quem ia sentido Ponta da Praia encontrava pistas mais livres.

Jabaquara

A esquina da Avenida Francisco Manoel com a Rua Cláudio Luís da Costa, no Jabaquara, notório ponto de alagamento, ficou cheio de água. Perto desse local, quem tinha de entrar no Pronto Socorro Central teve de suportar água até os joelhos.

Túnel parado

O motorista que atravessou o Túnel Rubens Ferreira Martins, sentido Praia-Centro, suportou cerca de 20 minutos de sufoco, aguentando a fumaça dos carros que trafegavam em baixa velocidade.