Cotidiano

China condena EUA por prisão de Maduro e avisa que não aceita juiz do mundo

Ministro das Relações Exteriores chinês sobe o tom contra a administração Trump após captura de Maduro

Luna Almeida

Publicado em 05/01/2026 às 19:22

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Wang Yi manifestou "profundo choque" e condenou o que chamou de "uso imprudente da força pelos EUA" / White House / Ministério Relações Exteriores

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O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou nesta segunda-feira que o país "não aceitará que nenhum país se assuma como juiz do mundo". A declaração ocorre após a detenção do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação conduzida pelos Estados Unidos.

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Historicamente, a China atua como mais do que uma parceira comercial da Venezuela, servindo como pilar financeiro e uma das maiores aliadas do país, disposta a desafiar o isolamento imposto por Washington.

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Wang Yi manifestou "profundo choque" e condenou o que chamou de "uso imprudente da força pelos EUA contra um Estado soberano". 

Em documento direcionado ao governo americano, Pequim exigiu o fim dos esforços para subverter o governo venezuelano e pediu que as questões sejam resolvidas por meio do diálogo.

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Acusações de violação do direito internacional

A China acusa os Estados Unidos de violarem o direito internacional ao entrarem em território venezuelano para deter Maduro. Segundo Wang Yi, a ação fere as normas básicas que regem as relações internacionais. 

O chanceler denunciou fenômenos de "unilateralismo" e "abuso hegemônico", classificando o panorama global como "turbulento e complexo".

O Ministério das Relações Exteriores chinês reiterou o apelo para que a segurança pessoal de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, seja garantida por meio da libertação imediata de ambos.

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Wang acrescentou que a China pretende trabalhar com a comunidade internacional — citando inclusive o Paquistão — para defender a Carta das Nações Unidas e a moral internacional.

Reações e contexto da captura

Poucas horas antes de ser capturado, Maduro havia celebrado o "laço indissolúvel" entre Venezuela e China, expressando gratidão a Xi Jinping pelo "apoio fraternal". 

O Irã também se manifestou, afirmando que o casal foi sequestrado pelos Estados Unidos e que "não há nada para se orgulhar neste ato ilegal".

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O presidente Donald Trump anunciou no domingo que Maduro e Flores estão detidos no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, onde aguardam julgamento por crimes como narcoterrorismo.

Taiwan monitora crise e defende democracia

O governo de Taiwan afirmou estar acompanhando "com muita atenção" os desdobramentos políticos, econômicos e sociais na Venezuela. A diplomacia taiwanesa destacou que monitora o envolvimento do governo venezuelano com o narcotráfico e a crise humanitária local.

O Executivo liderado pelo Partido Democrático Progressista manifestou o desejo de que o país sul-americano passe por uma "transição pacífica para um sistema democrático" e demonstrou interesse em desenvolver relações bilaterais com Caracas.

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