Chico Nogueira pede união pelo patrimônio de Santos

O vereador do PT lamentou o incêndio que destruiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro

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05 SET 2018Por Da Reportagem10h31
O teatro Coliseu e outros prédios públicos da Cidade não têm AVCBO teatro Coliseu e outros prédios públicos da Cidade não têm AVCBFoto: Rodrigo Montaldi/DL

O vereador Chico Nogueira (PT) lamentou o incêndio que destruiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, na última sessão e acredita que, se os vereadores não cobrarem do Executivo providências, os prédios públicos de Santos poderão também ser alvos de acidentes como ocorreu no prédio, que completou 200 anos este ano e foi tomado pelo fogo, que acabou com parte significativa de seu acervo. 

“Este fato (do Rio de Janeiro) nos serve de alerta, pois Santos se encontra em semelhante”, lembra Nogueira, alertando que diversos prédios públicos da cidade não têm o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), como os Teatros Coliseu e Guarani, Museu Pelé e Ginásio Rebouças escolas estaduais e municipais da cidade.

O parlamentar lembra ainda que, no início deste ano, reportagens mostraram que ao menos 77 das 81 unidades escolares municipais de Santos estão sem o AVCB e, pouco antes do início do segundo semestre de 2018, a imprensa local voltou a apontar falhas no sistema de segurança das escolas estaduais da Baixada Santista. Apenas 11 delas tiveram as suas condições de segurança atestadas pelo Corpo de ­Bombeiros.

“A segurança em lugares públicos, com grande circulação de pessoas é uma questão que deve ser levada a sério.  Ninguém esquece a tragédia que marcou o show da banda Raimundos, no Clube de Regatas Santista, que resultou em oito mortos e 70 feridos”. O clube não tinha estrutura para receber tanta gente, as saídas do ginásio eram insuficientes e, na hora do tumulto, as vítimas foram pisoteadas. O clube não tinha o AVCB.

Nogueira encerrou o seu pronunciamento conclamando os seus pares para uma ação unificada. “Preparar adequadamente os espaços públicos da cidade e fiscalizar os estabelecimentos privados é um dever da prefeitura e nós, como poder fiscalizador das ações do Executivo, não podemos esperar por uma tragédia.

Temos que, juntos, pressionar o governo a tomar providências”.