CEV inicia em Cubatão apuração de denúncias contra Piracicabana

Agora, a denúncia parte dos estudantes de ensino médio e fundamental que reclamam da falta de ônibus, superlotação e precariedade nos veículos

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14 MAR 201322h19

Uma CEV (Comissão Especial de Vereadores) começa em Cubatão a investigar, mais uma vez, denúncias de não cumprimento de contrato por parte da Viação Piracicabana, que realiza o transporte público na cidade. Agora, a denúncia parte dos estudantes de ensino médio e fundamental que reclamam da falta de ônibus, superlotação e precariedade nos veículos.

Segundo eles, faltam ônibus nos horários de pico (entrada e saída dos colégios) e muitas vezes, a superlotação obriga que eles viajem pendurados para não perderem as aulas.

Para o representante do grupo de estudantes, Cícero Eriberto Pereira Lacerda, o número de ônibus que circulam no horário de maior movimento é bem abaixo do necessário, principalmente, nas linhas que atendem aos bairros periféricos como Água Fria, Pilões, Cotas e Vila Esperança. “E não é só isso, além do atraso que está nos prejudicando no colégio, os ônibus que fazem essas linhas estão sucateados, colocando em risco até mesmo a integridade física dos usuários”, completa Cícero.

À frente da Comissão, composta também pelos vereadores Luiz Carlos Costa (PMDB) e Jô Maluf, o vereador Welinghton da Silveira (PT) explica que as reclamações dos estudantes vêm somar às reclamações de muitos trabalhadores colocando em xeque o transporte público em Cubatão. O vereador diz que esta fase é um momento de apuração, mas que já acompanhou o trajeto de linhas como Água Fria e Cota 200 e pôde comprovar que existe realmente superlotação, principalmente, nos horários de 12h30 e 23 horas. “Nós já temos dados concretos que apontam descumprimento do contrato, já que a Piracicabana fala em ‘nível de excelência’ que hoje não vemos”.

O vereador afirma que a CMT (Companhia Municipal de Trânsito), que tem a responsabilidade de fiscalizar o trabalho da Piracicabana no município, garantiu a troca de alguns ônibus que não estavam em plenas condições de circular, mas para Welinghton isso não é suficiente. “Eu quero documentos que provem que estes ônibus não foram remanejados para outras linhas e que não voltarão a circular”.

Os estudantes já enviaram à Piracicabana um abaixo-assinado com 1.800 assinaturas pedindo melhorias no transporte, mas garantem que se nada for resolvido farão manifestações maiores. 

A Viação Piracicabana esclarece que vem mantendo, nos últimos meses, encontros periódicos com os técnicos da Companhia Municipal de Trânsito (CMT) onde são analisadas distorções pontuais na operação do serviço, realizados levantamentos de campo (para aferição de demanda) e, quando necessárias, promovidas as devidas correções. A empresa destaca que todas as indicações feitas pelo órgão gerenciador e fiscalizador do serviço têm sido atendidas.

Quanto à composição de uma CEV, a Viação Piracicabana entende que este é mais um instrumento importante de participação popular e que pode agregar melhorias ao serviço. Por isso mesmo, não se furtará a prestar todo e qualquer esclarecimento que se fizer necessário para o bom andamento dos trabalhos da comissão.