Cerca de R$ 10 mil serão gastos para reconstruir muretas destruídas pela ressaca

Prefeitura de Santos afirma que estragos seriam maiores sem os sacos de areia

A ressaca que atingiu a Baixada Santista no último final de semana trouxe prejuízo para cidades como Santos, Praia Grande e Mongaguá. Um dos pontos mais atingidos foi novamente a Ponta da Praia, que perdeu 25 metros de mureta com a força das ondas.

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De acordo com a prefeitura de Santos, a reconstrução dos trechos que caíram começa ainda nesta semana, com mão de obra e materiais próprios, em valor estimado de R$ 10 mil. Até o próximo fim da semana as muretas já devem estar no lugar. Não foram identificados outros danos no bairro.

Há anos, a cidade tem investido em obras para tentar amenizar o impacto das ressacas e da alta da maré. Um desses investimentos foi a implantação dos bags – sacos de areia submersos instalados há pouco mais de um ano, na Ponta da Praia, com objetivo de conter a força das ondas. O custo dessa obra foi de R$ 2,9 milhões, repassados ao município pelo Ministério Público Estadual, como resultado de uma multa ambiental aplicada por um acidente no Porto de Santos, não detalhado pela assessoria.

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Porém, após os estragos desta ressaca, munícipes reclamaram nas redes sociais e levantaram dúvidas sobre a efetividade do projeto. No entanto, a prefeitura afirmou que Santos registrou um pico de maré de 2,48 metros, medição nunca antes vista na cidade, e que a combinação das ondas e ventos poderiam ter causado estragos ainda maiores, não fossem os sacos de areia submersos.

O projeto

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A barreira submersa com 49 bags foi colocada em formato de L. A estrutura perpendicular à praia, de 275 metros e instalada a partir da mureta na altura da Rua Afonso Celso de Paula Lima, tem a função de diminuir a energia das ondas. Já a estrutura paralela à praia, de 240 metros de extensão, tem o objetivo de ajudar a armazenar areia.

“Tivemos uma ressaca severa, um fenômeno muito intenso. A velocidade dos ventos chegou a 97 km/h. Felizmente, os danos não foram tão severos como os registrados em 2016”, explicou Daniel Onias, coordenador da Defesa Civil de Santos.

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O prefeito Paulo Alexandre Barbosa também foi conferir os efeitos da ressaca. “A elevação do nível do mar é um fenômeno mundial e temos que preparar a cidade para esta situação. Em 2016, tivemos uma grande ressaca, a água entrou em diversos imóveis, pedras foram lançadas na via, que precisou ficar interditada por uma semana. E naquele ano o pico da maré foi de 2,3 metros, menor que o observado neste fim de semana. Os bags instalados no ano passado produziram resultados e, por fazerem parte de um projeto-piloto, os resultados de sua instalação serão monitorados pelos próximos 4 anos ainda”.

Questionada sobre o monitoramento, a assessoria da prefeitura informou que será licitado neste semestre um mergulho com objetivo de verificar se houve desgaste do material e a posição dos 49 sacos em meio a força das marés.

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Outras cidades

Em Praia Grande, a alta da maré na noite de sábado (6) alagou pontos na entrada e saída da cidade. Já em Mongaguá, o mar invadiu a Avenida da praia, na altura do Jardim São Paulo.