CEI vai investigar tarifas de Guarujá

Criada na sessão de ontem e presidida por Sérgio Santa Cruz, Comissão Especial de Inquérito terá de 90 a 120 dias para concluir trabalhos

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15 FEV 2017Por Carlos Ratton08h00
Os vereadores de Guarujá irão investigar as tarifas do transporte público no período de 2006 a 2016, gestão do prefeito Farid Said Madi e prefeita Maria Antonieta de BritoOs vereadores de Guarujá irão investigar as tarifas do transporte público no período de 2006 a 2016, gestão do prefeito Farid Said Madi e prefeita Maria Antonieta de BritoFoto: Arquivo/DL

Não tem jeito. A Translitoral – concessionária do transporte público em Guarujá – será investigada pela Câmara. A decisão foi tomada na sessão de ontem pelos vereadores, que aprovaram a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar possíveis irregularidades nos reajustes das tarifas do período de 10 anos - 2006 a 2016, atingindo os governos de Farid Said Madi e Maria Antonieta de Brito.

A CEI é composta pelos seguintes vereadores: Fernando Martins dos Santos, o Peitola (PSDB); Sergio de Jesus Passos, o Sérgio Santa Cruz (PRB) e José Francinaldo Ferreira de Vasconcelos, o Naldo Perequê (PPS). Os três terão o prazo de 90 a 120 dias para concluir os trabalhos. A iniciativa, de Sérgio Santa Cruz (presidente da CEI), ocorreu 24 horas depois do prefeito Válter Suman (PSB) ter anunciado o cancelamento do aumento das tarifas autorizado pela ex-prefeita Antonieta. Hoje, os usuários já começaram a pagar R$ 3,20 e não mais R$ 3,70.

Vale lembrar que semana passada, o Legislativo de Guarujá havia pressionado o prefeito Válter Suman com uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) caso o chefe do Executivo não anulasse o decreto da ex-prefeita. Além de suspender os efeitos do decreto, Suman notificou extrajudicialmente a Translitoral para que em 30 dias apresente as razões do aumento, prazo também definido para a abertura de uma nova licitação, baseada planilhas da empresa e estudos realizados pela equipe técnica da Prefeitura.

Ele não descartou a possibilidade de cobrar responsabilidades sobre o acréscimo de R$ 0,50 por passagem e sobre os dois contratos emergenciais com a concessionária do serviço. Procurada ontem, a empresa informou que está ciente e à disposição para prestar os esclarecimentos necessários, tão logo seja notificada oficialmente.