CDHU nega possibilidade de privatização

Ontem o vereador Antônio Vieira da Silva, o Toninho Vieira (PSDB), de Cubatão, se mostrou preocupado com a possível privatização da companhia

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21 MAI 2019Por Da Reportagem08h30
Desde que iniciou suas atividades, a CDHU construiu e comercializou por volta 514 mil novas unidades habitacionaisFoto: Nair Bueno/DL

A Direção da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) negou ontem a intenção de privatização da empresa pelo Governo João Doria (PSDB). A informação foi dada por uma fonte da coluna Contraponto, na última sexta-feira (18).

Ontem o vereador Antônio Vieira da Silva, o Toninho Vieira (PSDB), de Cubatão, se mostrou preocupado com a possível privatização da CDHU. Ele, que é também diretor da União dos Vereadores da Baixada Santista (UVEBS), obteve a informação na Assembleia Legislativa (Alesp).

"Isso me preocupou muito. Nós, que andamos pelas cidades, ouvimos constantemente os mutuários reclamando que pagam anos e não sabem o quanto devem e, em alguns casos, a dívida é maior do que a pessoa pagou em 20 anos. Essa prestação de contas precisa ser mais clara. Agora, ainda surgiu essa questão da privatização", afirma Vieira.

O parlamentar ressalta que Cubatão tem dois conjuntos habitacionais da CDHU (São Judas Tadeu e Rubens Lara), ambos no Jardim Casqueiro.

"As famílias, quando começaram a pagar, tinham, por exemplo, três pessoas em casa trabalhando e contribuindo para o pagamento das prestações. Hoje, em alguns casos, as três pessoas estão desempregadas. Essa é a grande questão. Se perderem o apartamento vão para aonde? Rua? Uma privatização vai resolver isso ou piorar a situação?", indaga.

A CDHU é uma empresa do Governo Estadual, vinculada à Secretaria da Habitação, é o maior agente promotor de moradia popular no Brasil. Tem por finalidade executar programas habitacionais em todo o território do Estado, voltados para o atendimento exclusivo da população de baixa renda - atende famílias com renda na faixa de 1 a 10 salários mínimos.

Ela é hoje uma das maiores companhias habitacionais do mundo e movimenta perto de 1 bilhão de reais por ano, orçamento superior à receita da maioria dos municípios paulistas. Desde que iniciou suas atividades, construiu e comercializou por volta 514 mil novas unidades habitacionais, número que compõe cerca de 3.400 conjuntos habitacionais em 626 municípios (97%), de um total de 645 em todo o Estado (dados de 2016). Nessas casas moram cerca de 2,2 milhões de pessoas, número superior à população da grande maioria dos municípios brasileiros.

 

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