Cotidiano

'Catedral do mar': Coral gigante com 62 metros impressiona o mundo e intriga cientistas

Pesquisadores identificaram o maior coral do gênero Porites já registrado, uma estrutura tão grandiosa que foi descrita como uma verdadeira 'catedral do mar'

Ana Clara Durazzo

Publicado em 31/03/2026 às 09:00

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Cientistas estimam que o coral tenha cerca de 2.050 anos, podendo ter começado a se formar antes de eventos históricos importantes da humanidade / NOAA Fisheries / Divulgação

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Uma descoberta impressionante no fundo do oceano está chamando a atenção da comunidade científica mundial. Pesquisadores identificaram o maior coral do gênero Porites já registrado, uma estrutura tão grandiosa que foi descrita como uma verdadeira 'catedral do mar'.

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Dimensões gigantes chamam atenção

Localizado nas Ilhas Maug, no arquipélago das Marianas, no Pacífico Ocidental, o megacoral possui cerca de 1.347 metros quadrados de área, dimensões que surpreenderam até mesmo especialistas experientes.

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A estrutura apresenta proporções gigantescas, com cerca de 31 metros no topo e aproximadamente 62 metros na base, o que equivale ao comprimento de vários ônibus alinhados.

Segundo o cientista Thomas Oliver, da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o tamanho da estrutura dificultou até mesmo sua medição. “Era tão grande que não conseguimos medi-lo facilmente”, afirmou o pesquisador. Apesar de já ser conhecido por comunidades locais, o coral só agora foi analisado com precisão durante expedições recentes.

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Idade milenar impressiona pesquisadores

Além do tamanho, a idade também impressiona. Cientistas estimam que o coral tenha cerca de 2.050 anos, podendo ter começado a se formar antes de eventos históricos importantes da humanidade. A estimativa é baseada na taxa de crescimento da espécie Porites rus, que se expande cerca de um centímetro por ano.

Como esse tipo de coral não possui anéis de crescimento visíveis, a idade exata ainda não pode ser confirmada, mas tudo indica que se trata de uma das estruturas vivas mais antigas do planeta.

Região funciona como “laboratório natural”

O local onde o coral está também intriga os cientistas. Ele se encontra dentro de uma caldeira vulcânica submersa, considerada um verdadeiro 'laboratório natural'. Isso porque a região possui emissões de dióxido de carbono (CO), que aumentam a acidez da água do mar e permitem estudar como os corais reagem às mudanças climáticas.

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O mais impressionante é o contraste observado no ambiente: enquanto áreas próximas às emissões apresentam zonas praticamente sem vida, o megacoral permanece saudável e resistente. Esse cenário ajuda pesquisadores a entender como a vida marinha pode se adaptar a condições extremas.

Descoberta reforça alerta global

A descoberta ocorre em um momento crítico para os oceanos, já que recifes de coral ao redor do mundo enfrentam ameaças como o aquecimento global, a poluição e o branqueamento. Mesmo assim, esse “gigante escondido” mostra que ainda existem ecossistemas resilientes.

Além da importância científica, os recifes de coral desempenham papel fundamental para o planeta, contribuindo para a proteção das costas contra erosão, a manutenção da biodiversidade marinha e a geração de alimento e renda para milhões de pessoas.

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Um dos lugares mais misteriosos do planeta

O arquipélago das Marianas, onde o coral foi encontrado, é uma região de origem vulcânica e abriga também a famosa Fossa das Marianas, o ponto mais profundo da Terra. Para os cientistas, o local continua sendo uma das áreas mais fascinantes e misteriosas do planeta. Como resumiram os pesquisadores, “Maug é realmente um lugar muito especial”.

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