Catadora de recicláveis pede ajuda para a filha com TEA

Roberta conta que fazia parte do Programa Vivaleite, que distribui leite gratuitamente às famílias cadastradas, em uma parceria entre a prefeitura e o Governo do Estado. Porém, a idade limite para o recebimento do produto é 5 anos e 11 meses

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13 JUN 2021Por Vanessa Pimentel06h59
Ela e o marido sobrevivem da venda dos recicláveis que coletam.Ela e o marido sobrevivem da venda dos recicláveis que coletam.Foto: Nair Bueno/Diário do Litoral

Roberta Ribeiro, 40 anos, moradora do bairro Areia Branca, em Santos, entrou em contato com o jornal para pedir a publicação de um pedido de ajuda.

Ela e o marido estão desempregados há mais de cinco anos e sobrevivem da venda dos recicláveis que coletam pelas ruas da cidade. O casal tem uma filha, Sophia Lima, de seis anos, cadeirante e portadora do Transtorno do Espectro Autista (TEA), condições que necessitam de atenção especial dos pais.

Roberta conta que fazia parte do Programa Vivaleite, que distribui leite gratuitamente às famílias cadastradas, em uma parceria entre a prefeitura e o Governo do Estado. Porém, a idade limite para o recebimento do produto é 5 anos e 11 meses.

"Minha filha completou seis anos e foi excluída do programa, mas como não temos dinheiro para comprar leite, precisamos muito de ajuda, de doações", explica Roberta.

A família também deixou de receber o valor pago pelo Programa Nossa Família (PNS). "Liguei no Cras e me informaram que o benefício é pago por 1 ano e 8 meses, depois acaba", diz.

Pagando aluguel, água e luz somente com a renda dos recicláveis, a situação se complicou. Quem quiser ajudar pode doar alimentos, cesta básica, leite e fralda infantil XXG ou geriátrica P. Basta entrar em contato pelo WhatsApp (13) 99210 1641, telefone 2191 1637, ou PIX, que é o número do Whats.

PREFEITURA

A Prefeitura de Santos informou que o programa Vivaleite segue os critérios estabelecidos no Decreto nº 44.569 de 22/12/1999, que diz que o atendimento segue apenas até os seis anos de idade, sem a possibilidade de incluir crianças acima da idade prevista. O Decreto não prevê a questão da deficiência. Explicou também que não cabe aos CRAS a identificação e encaminhamento à Coordenadoria da Juventude, responsável pela inclusão dos beneficiários.

Em relação ao Programa Nossa Família, esclareceu que Roberta já foi beneficiária e permaneceu durante o período de 18 meses, máximo previsto dentro do Decreto 4.214 de 20 de fevereiro de 2004.

"Por ser beneficiária do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para Pessoa com Deficiência, a munícipe pode solicitar atendimento pela equipe técnica do PAIF no CRAS Bom Retiro, serviço no qual é referenciada e cadastrada", explicou em nota.