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Casos de dengue caem na Baixada Santista

Neste ano, Santos, por exemplo, teve 10 casos confirmados em 2019 contra 37 no mesmo período. Já Guarujá diminuiu 95%

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05 ABR 2019Por Vanessa Pimentel07h00
Sudeste apresentou o maior número de casos prováveis em relação ao total do paísFoto: Agência Brasil

O Ministério da Saúde divulgou no fim do mês passado, um alerta devido ao aumento de 264,1% dos casos de dengue no país: de 62,9 mil nas primeiras 11 semanas de 2018 para 229.064 no mesmo período deste ano (até 16 de março). O número de óbitos pela doença também teve aumento de 67%, sendo grande parte no estado de São Paulo. A região Sudeste apresentou o maior número de casos prováveis (149.804 casos; 65,4 %) em relação ao total do país.

No entanto, a Baixada Santista registrou queda dos casos da doença em relação ao ano passado. Santos, por exemplo, teve 10 casos confirmados em 2019 contra 37 no mesmo período. Já Guarujá diminuiu em 95% o número de casos no comparativo entre 2016 e 2018, e, nos três primeiros meses deste ano, contabilizou três, sem registro de óbitos. No ano passado, no mesmo período, já havia 17.

Em São Vicente, até o momento não há casos confirmados, quando no ano passado a cidade já tinha sete casos. Itanhaém também teve queda com quatro casos, contra sete em 2018.

Em Peruíbe, foram notificados nove, sendo um positivo e um negativo. Os outros seguem em investigação; no ano de 2018 completo apenas dois foram confirmados.

Mongaguá registrou um confirmado de dengue. Já em 2018 foram dois episódios computados, sendo um deles classificado como "importado", ou seja, o munícipe contraiu a doença fora da cidade.

Bertioga confirmou um caso até agora, mas tem 23 em investigação. No mesmo período do ano passado, já havia 08. Cubatão tem dois casos, mas apenas uma confirmação.

Brasil

O secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, reforçou que a melhor forma de evitar o agravamento e as mortes por dengue é com diagnóstico e tratamento oportunos.

"O Brasil vem de dois anos seguidos com baixa ocorrência de dengue, portanto é necessário que os profissionais de saúde estejam atentos a esse aumento de casos. Quanto mais cedo o paciente for diagnosticado e der início ao tratamento, menor o risco de agravamento da doença e de evoluir para óbito", explica Wanderson.

Ainda de acordo com o secretário, apesar do aumento expressivo no número de casos, a situação ainda não é considerada uma epidemia.

No último ano de epidemia no país, em 2016, foram registrados 857.344 casos da doença no mesmo período. Contudo, ele reforça que é preciso intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti para que o número de casos de dengue não continue avançando no país.

Alguns estados têm situação mais preocupante, por apresentarem alta incidência da doença, ou seja, estão com a incidência maior que 100 casos por 100 mil habitantes. Tocantins é um deles - com 602,9 casos/100 mil pessoas.

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