Cotidiano

Casal gasta herança de R$ 6 milhões de criança em jogos e vai a julgamento

Menino de 12 anos perdeu quase todo o valor herdado da mãe após tutores desviarem dinheiro para apostas; Justiça pede reparação

Giovanna Camiotto

Publicado em 22/01/2026 às 17:41

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Um casal norueguês foi indiciado por infidelidade econômica grave após torrar a herança de um menino / Unsplash

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Um caso chocante de traição de confiança e crime financeiro está prestes a chegar aos tribunais da região de Agder, no sul da Noruega. Um casal de 50 anos foi indiciado por infidelidade econômica grave após "torrar" a herança de um menino de apenas 12 anos em jogos de azar.

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O valor desviado, que em conversão direta ultrapassa a marca de R$ 6 milhões (1,1 milhão de coroas norueguesas), havia sido deixado pela mãe da criança, falecida recentemente.

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A mulher indiciada, que é parente da mãe do garoto, havia sido nomeada como tutora legal do menor. Ao assumir o papel de guardiã, ela recebeu o montante integral na conta bancária protegida sob supervisão do Statsforvalteren (órgão estatal norueguês), já que o menino era o único herdeiro.

No entanto, em vez de proteger o futuro da criança, a tutora e seu companheiro iniciaram uma sequência de apostas desenfreadas que consumiu quase todo o patrimônio em pouco mais de um ano.

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Um casal de tutores é acusado de gastar a herança de R$ 6 milhões de um menino de apenas 12 anos em jogos de azar. O valor, deixado pela mãe da criança, foi quase totalmente consumido em apostas e gastos pessoais em pouco mais de um ano, levando o caso aos tribunais/Unsplash
Um casal de tutores é acusado de gastar a herança de R$ 6 milhões de um menino de apenas 12 anos em jogos de azar. O valor, deixado pela mãe da criança, foi quase totalmente consumido em apostas e gastos pessoais em pouco mais de um ano, levando o caso aos tribunais/Unsplash
Justiça processa casal de 50 anos por desviar herança milionária de órfão para plataformas de apostas. Além do patrimônio principal, os tutores teriam utilizado a pensão por morte do menor para financiar o vício em jogos, ignorando as leis de proteção ao patrimônio de menores/Unsplash
Justiça processa casal de 50 anos por desviar herança milionária de órfão para plataformas de apostas. Além do patrimônio principal, os tutores teriam utilizado a pensão por morte do menor para financiar o vício em jogos, ignorando as leis de proteção ao patrimônio de menores/Unsplash
A herança que deveria garantir o futuro de uma criança de 12 anos foi destruída por quem deveria protegê-la. Nomeada guardiã legal, uma parente da família é acusada de "torrar" milhões de reais em jogos de azar junto com o companheiro, enfrentando agora um pedido de restituição integral/Unsplash
A herança que deveria garantir o futuro de uma criança de 12 anos foi destruída por quem deveria protegê-la. Nomeada guardiã legal, uma parente da família é acusada de "torrar" milhões de reais em jogos de azar junto com o companheiro, enfrentando agora um pedido de restituição integral/Unsplash
Casal vai a julgamento após consumir quase R$ 6 milhões da herança de um menor em jogos de azar. O Ministério Público exige a devolução total dos valores, que incluem o espólio da mãe falecida e os benefícios mensais de pensão da criança, desviados de forma sistemática durante um ano/Unsplash
Casal vai a julgamento após consumir quase R$ 6 milhões da herança de um menor em jogos de azar. O Ministério Público exige a devolução total dos valores, que incluem o espólio da mãe falecida e os benefícios mensais de pensão da criança, desviados de forma sistemática durante um ano/Unsplash

Segundo a acusação da promotoria, o casal utilizou cerca de 900 mil coroas apenas em plataformas de apostas e outros fins pessoais que nada tinham a ver com o bem-estar do menor.

Além do desvio da herança principal, os dois também são acusados de utilizar indevidamente cerca de 290 mil coroas referentes à pensão por morte que o menino recebia mensalmente, destinando parte desse valor também para o vício em jogos.

Pela lei, a tutora deveria ter informado as autoridades sobre os bens, criado uma conta específica no nome do menino e deixado a gestão sob supervisão estatal, trâmites que foram deliberadamente ignorados.

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Agora, o Ministério Público exige que o casal restitua o valor total de 1.249.691 coroas à vítima. O julgamento está marcado para o final de março, enquanto as defesas dos acusados optaram por não comentar o caso até o momento.

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