A busca por métodos de construção mais sustentáveis tem impulsionado o desenvolvimento de novas tecnologias em diferentes partes do mundo. Por isso, uma empresa alemã apresentou uma alternativa que dispensa tijolos, cimento e até fixadores metálicos, prometendo reduzir o tempo necessário para erguer uma residência.
A empresa NiTO Holzstein criou um sistema que utiliza blocos de madeira maciça, produzidos com alta precisão industrial. As peças se encaixam umas nas outras por meio de um mecanismo semelhante ao sistema macho-fêmea, o que permite montar paredes sem argamassa, cola, parafusos ou outros elementos tradicionais da construção civil.
Segundo a companhia, os trabalhadores conseguem erguer a estrutura principal de uma casa em apenas 7 dias, prazo significativamente menor do que em construções convencionais de alvenaria.
Tecnologia utiliza blocos de madeira estrutural
A NiTO Holzstein fabrica os blocos com madeira estrutural certificada da classe C24, material amplamente utilizado na Europa devido à resistência mecânica e à capacidade de suportar cargas estruturais elevadas.
Além disso, as peças chegam prontas ao canteiro de obras e seguem um projeto previamente definido. Como a empresa produz os componentes em ambiente industrial, o sistema reduz a necessidade de ajustes durante a montagem e diminui o desperdício de materiais.
Outra característica que diferencia a tecnologia envolve o uso de elementos de madeira também nas conexões internas da estrutura. Desta forma, o sistema elimina componentes sintéticos e peças metálicas, criando uma construção baseada quase inteiramente em madeira.
Recentemente, o Instituto Alemão de Tecnologia da Construção (DIBt) aprovou a solução para edificações de até dois andares mais sótão. Os proprietários e construtoras podem utilizar o sistema em residências unifamiliares, casas de férias, oficinas, garagens, anexos e pequenos estabelecimentos comerciais.
Principais atrativos
A NiTO Holzstein acrescenta que a velocidade de execução representa uma das maiores vantagens da tecnologia. Um trabalhador treinado consegue montar um m² de parede em menos de um minuto. Como resultado, as equipes podem concluir a fase estrutural da construção em poucos dias, enquanto métodos tradicionais exigem semanas ou até meses.
Além de acelerar o cronograma das obras, a tecnologia reduz custos operacionais relacionados à mão de obra e ao uso de equipamentos. Ao mesmo tempo, o sistema oferece maior flexibilidade para futuras reformas ou ampliações.
Como os proprietários podem desmontar e modificar os blocos com relativa facilidade, as intervenções posteriores tendem a ser menos complexas do que em estruturas convencionais de concreto ou alvenaria.
Potencial de sustentabilidade
Outro argumento defendido pela empresa está relacionado ao impacto ambiental. O sistema facilita a reciclagem e o reaproveitamento dos componentes ao fim da vida útil da construção. Além disso, a menor utilização de produtos químicos e materiais sintéticos pode contribuir para ambientes internos com menos substâncias poluentes.
Nos últimos anos, o uso da madeira na construção civil ganhou espaço em diversos países como alternativa para reduzir as emissões associadas à produção de cimento e concreto. Afinal, estes setores figuram entre os maiores emissores de dióxido de carbono do mundo.
Fachadas também passam por transformação
A inovação surge em um momento de mudanças mais amplas no setor da construção e da arquitetura. Nos últimos anos, os arquitetos e construtores passaram a adotar soluções mais leves e alinhadas às tendências contemporâneas.
Por isso, muitos projetos passaram a incorporar revestimentos, texturas e sistemas que integram melhor as edificações ao entorno urbano, substituindo elementos associados à construção convencional.
Mesmo em imóveis que já possuem tijolos aparentes, os especialistas apontam alternativas para modernizar a aparência das fachadas. Entre as opções mais comuns estão a pintura, a aplicação de revestimentos cimentícios e a criação de acabamentos com estética industrial.







