Cotidiano
A cidade combina patrimônio arquitetônico, gastronomia refinada, cultura ativa e paisagens lacustres que tornam a experiência turística completa
Camafeus, nhoques de coco, quindins e papos-de-anjo são apenas alguns dos doces que consolidaram a fama da cidade / Rafael Takaki/Fenace
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Pelotas, no extremo sul gaúcho, a 250 km de Porto Alegre e às margens da imensa Lagoa dos Patos, é uma cidade onde o passado e o presente convivem de forma rara. Conhecida nacionalmente como a 'Capital Nacional do Doce', título oficializado pelo Governo Federal em 2024, o município preserva uma identidade cultural única que reúne tradição centenária, arquitetura histórica impecável e um forte charme interiorano que conquista viajantes brasileiros e estrangeiros.
Com mais de dois mil imóveis tombados, um legado construído pelas charqueadas do século XIX e uma paixão profunda pela confeitaria artesanal, Pelotas se firmou como um dos destinos mais interessantes do Rio Grande do Sul.
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A cidade combina patrimônio arquitetônico, gastronomia refinada, cultura ativa e paisagens lacustres que tornam a experiência turística completa. O centro histórico é um verdadeiro museu a céu aberto, revelando a riqueza da era do charque — atividade que transformou Pelotas em um dos municípios mais prósperos do sul do país no século XIX.
Ao mesmo tempo, a tradição doceira, trazida por famílias portuguesas e aprimorada por doceiras escravizadas altamente habilidosas, segue viva em receitas passadas de geração em geração. Camafeus, nhoques de coco, quindins e papos-de-anjo são apenas alguns dos doces que consolidaram a fama da cidade.
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À beira da Lagoa dos Patos, o turismo náutico e o lazer ao ar livre ampliam ainda mais as possibilidades para quem busca descanso, contato com a natureza e experiências culturais autênticas.
Com mais de 2 mil imóveis tombados, a área reúne casarões coloniais, palacetes neoclássicos e sobrados ecléticos que contam a história da elite charqueadora. Entre os destaques estão:
Mercado Público
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Theatro Guarany
Biblioteca Pública Pelotense
Casarões da Sete de Setembro
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Um dos eventos gastronômicos mais importantes do Brasil, celebra a doçaria pelotense desde 1986. A Fenadoce reúne degustações, exposições, shows, oficinas e a tradicional eleição da Rainha do Doce, atraindo milhares de visitantes todos os anos.
Museu preservado que recria o cotidiano das charqueadas do século XIX e aborda a vida dos trabalhadores escravizados — capítulo fundamental da história econômica da região.
Balneário às margens da Lagoa dos Patos, com calçadão, quiosques e um pôr do sol que se tornou cartão-postal. Ideal para prática de esportes aquáticos, banho e contemplação.
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Imponente templo neogótico com vitrais europeus, torres altas e atmosfera que remete às grandes catedrais medievais.
Pelotas respira cultura. Instituições centenárias, como o Conservatório de Música, o Theatro Guarany e a Biblioteca Pública, formam um circuito artístico que recebe concertos, peças, saraus e festivais durante todo o ano.
A força acadêmica da UFPel impulsiona pesquisas, mostras contemporâneas, festivais de cinema e debates culturais que movimentam a cidade.
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Não faltam também cafés históricos, livrarias tradicionais, feiras de antiguidades e uma gastronomia rica que mistura churrasco gaúcho, frutos-do-mar da lagoa e culinária pomerana.
A tradição doceira pelotense nasceu no século XIX, quando navios que transportavam charque retornavam ao sul carregados de açúcar. A criatividade local transformou esse insumo em receitas sofisticadas, aprimoradas ao longo do tempo com técnicas portuguesas e africanas.
Hoje, mais de 20 doceiras artesanais preservam essa herança, produzindo iguarias famosas como:
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Bem-casado
Quindim
Camafeu
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Papo-de-anjo
Marmelada
Figo em calda
Ninhos de coco
Doces de nozes
Ameixa recheada
Bolo de noiva
A Fenadoce mantém vivo esse legado e fortalece a economia local ao atrair visitantes de todo o país.
Além da riqueza histórica, Pelotas também é cenário de mistérios. O lendário Theatro Guarany, inaugurado em 1921, é cercado por histórias sobre a presença do espírito de uma atriz que teria morrido tragicamente no palco.
Funcionários relatam vultos, passos e sons inexplicáveis durante ensaios noturnos. O mito alimenta o imaginário popular e atrai curiosos, contribuindo para o charme sobrenatural da “Princesa do Sul”.
Segundo o Climatempo, a temperatura média anual é de 18 °C, característica do clima subtropical úmido.
Os meses de março a junho são ideais para caminhadas, visitas culturais e, claro, para aproveitar a Fenadoce.
Arquitetura que narra a história do estado
Doçaria única no Brasil, protegida como patrimônio cultural
Vida cultural intensa e sofisticada
Paisagens à beira da Lagoa dos Patos
Gastronomia diversificada
Festivais, eventos e charme interiorano que cativa
Pelotas é, definitivamente, uma joia cultural do sul brasileiro. Uma cidade que une história, sabor, beleza e mistério — e que deixa um gostinho inesquecível em quem a conhece.