Capital da água mineral pode ter ajudado na viagem à Lua e abastece 40% do Brasil

Já imaginou conhecer uma cidade cuja economia gira em torno do recurso natural mais essencial para a vida? Ela existe

A fama da água de Lindóia vai além das fronteiras

A fama da água de Lindóia vai além das fronteiras | Divulgação

Já imaginou conhecer uma cidade cuja economia gira em torno do recurso natural mais essencial para a vida? Lindóia, no interior de São Paulo, é justamente assim: conhecida nacionalmente como a Capital da Água Mineral.

O município faz parte do Circuito das Águas Paulistas e está entre as Estâncias Hidrominerais do estado.

Responsável por cerca de 40% do abastecimento nacional de água mineral, Lindóia tem seu nome originado do tupi-guarani, significando “rio que não transborda” e “água morna ao paladar”.

Além da produção de água, a cidade oferece belas cachoeiras, monumentos históricos e um museu que preserva a cultura local. Seu turismo está intimamente ligado aos recursos hídricos, atraindo visitantes que buscam lazer, saúde e bem-estar.

A fama da água de Lindóia vai além das fronteiras. Em 1969, a empresa Lindóia Verão forneceu 100 garrafas para a NASA, que teriam abastecido os astronautas da missão Apollo 11, a primeira viagem humana à Lua.

E em 1926, a renomada cientista Marie Curie visitou a cidade e confirmou as propriedades terapêuticas da água local.

Lindóia fica a cerca de 156 km da capital paulista. Pela BR-369, a viagem dura aproximadamente 5h30. Apesar da notoriedade, o município é pequeno: o último Censo do IBGE registrou pouco mais de 7 mil habitantes.

Curiosidade: outra cidade do interior se destaca como a Capital da Melancia, produzindo cerca de 220 mil toneladas por ano.