Candidatos trocam farpas em primeiro debate em Santos

Discussão entre prefeituráveis foi realizada ontem. Tema central foi cidade sustentável, transparência e espaços de participação da sociedade

A troca de farpas marcou  o primeiro debate entre os candidatos à prefeito de Santos, realizada ontem no auditório da Universidade Católica de Santos (UniSantos).

Continua após a publicidade

A discussão teve como tema central “Cidade Sustentável, Transparência e Espaços de Participação da Sociedade”.

O principal alvo dos candidatos foi o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). Helio Hallite (PRTB) e Barbosa trocaram provocações  quando a questão central foi o Hospital dos ­Estivadores.

Continua após a publicidade

“Prefeito, não teria Santos capacidade técnica e pessoas para fazer a gestão do hospital dos Estivadores. E, sinceramente, qual a emoção de inaugurar um hospital vazio?”, perguntou o candidato do PRTB.

“Eu tenho senso de humor aguçado, mas eleição é coisa séria, a gente tem que tratar a cidade com responsabilidade”, rebateu Paulo Alexandre, que explicou o processo enfrentado pela unidade e defendeu a utilização de uma organização social para a gestão do hospital.

Continua após a publicidade

Ainda sobre a questão, Paulo Schiff (PDT) questionou a organização escolhida para gerir o hospital dos Estivadores.

“Não é o Hospital Oswaldo Cruz que vem pra cá. É o Instituto Oswaldo Cruz. Com outro CNPJ, sem 3 anos de prática, sem a função hospitalar. A relação não tem sustentação financeira para bancar o custo em caso de problema de atraso de salário por parte da prefeitura”.

Continua após a publicidade

O tucano, em sua fala inicial, alfinetou o PT. Ao defender a transparência de sua gestão, ele destacou que Santos recebeu nota dez do Ministério e emendou: “Quem tá falando é órgão que fiscaliza e que pune. Está colocando muito petista na cadeia, como tem que ser, de fato”.

Débora Camilo (PSOL) rebateu o prefeito. “Espero que a Justiça tenha o mesmo rigor com os ladrões de merenda. Que não seja uma justiça seletiva”, em alusão a Máfia das Merendas, investigada na gestão do também tucano Geraldo Alckmin.

Continua após a publicidade

Carina Vitral (PCdoB) também atacou o prefeito e a atual gestão.

“O que a gente teve nos últimos anos foi um governo marcado por omissão. Omissão de não enfrentar os problemas,  omissão de não reivindicar, junto ao governo do Estado e o Governo Federal, mais recursos pra nossa cidade. Omissão de tirar selfie no incêndio. Um incêndio grave no Porto de Santos”, disse a líder estudantil, se referindo à foto tirada por Barbosa ao lado do deputado federal Beto Mansur (PRB-SP) durante o incêndio que atingiu a Ultracargo, na Alemoa.

Continua após a publicidade

Outros candidatos

Marcelo del Bosco (PPS) evitou o ataque direto ao prefeito, mas também criticou a questão desigualdade social.
“Existem duas Santos na mesma cidade. E nós temos que acabar com isso. Tentar igualar essa diferença que existe. Temos que acabar com isso com programas de governo na área social, na saúde, na educação, principalmente. Levar a questão da educação a todos os bairros da nossa cidade”, disse del Bosco, que propôs a descentralização da ouvidoria, levando a ferramenta para as subprefeituras.

Continua após a publicidade

Genival Bezerra (PSDC) falou sobre a mobilidade urbana e propôs o rodízio de carros.

“Quem anda de carro e precisa se deslocar para algum lugar sabemos a dificuldade de se estacionar o carro. Nós temos uma proposta, que eu já vi em alguns lugares, implantar o rodízio de placas. Colocar alguns terrenos que temos para estacionamentos municipais, até para gerar receita para a Prefeitura”.

Continua após a publicidade

Já Edgar Boturão (PROS), sobre habitação popular, defendeu o fim do tombamento de prédios no Centro.

“É uma região na cidade que está engessada. Ela tem toda infraestrutura necessária para receber moradias populares e foi prejudicada pelos tombamentos excessivos. Eu me comprometo a tentar derrubar, pelo menos, 50% do absurdo que foi feito ali”.