Cotidiano

Câncer na Baixada Santista: região registra mais de 47 mil atendimentos em meio a novo alerta

Com estimativa nacional de 781 mil novos casos anuais para o triênio 2026-2028, estado de SP reforça rede de assistência e financiamento pelo SUS

Nathalia Alves

Publicado em 06/02/2026 às 16:17

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Estimativa do INCA aponta envelhecimento e diagnóstico tardio como causas / Reprodução/Freepik

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O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, de acordo com estimativas divulgadas nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).

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Quando não são considerados os tumores de pele não melanoma, que costumam ter menor risco de morte, a previsão é de aproximadamente 518 mil novos casos por ano. Os dados confirmam que o câncer já é uma das principais causas de adoecimento e morte no país, com impacto cada vez mais próximo ao das doenças do coração.

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Estimativa 2026–2028

De acordo com o estudo, a incidência de Câncer no Brasil mostra que a doença atinge homens e mulheres em números semelhantes. A projeção indica cerca de 256 mil novos casos anuais entre homens e 262 mil entre mulheres, sem contar os tumores de pele não melanoma.

Segundo o INCA, o aumento contínuo dos casos e das mortes está ligado principalmente ao envelhecimento da população, além da exposição a fatores de risco como o cigarro, alimentação pouco saudável, falta de atividade física e também ao diagnóstico feito em fases mais avançadas da doença.

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Diante do crescimento da demanda por tratamento, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo ampliou a estrutura e os investimentos na área de oncologia. O estado, que recebe pacientes de várias regiões do país, passou a destinar mais recursos para quimioterapia, radioterapia e cirurgias contra o câncer por meio da chamada Tabela SUS Paulista.

Os resultados já aparecem nos números. Em 2025, São Paulo realizou mais de 79 mil cirurgias oncológicas, o que representa um aumento de 47,3% em comparação com 2022.

Além disso, entre janeiro e novembro do ano passado, os tratamentos de quimioterapia e radioterapia ultrapassaram 1 milhão de procedimentos.

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Regional 

Na Baixada Santista, o impacto do câncer também aparece nos atendimentos de saúde. No período analisado, até novembro de 2025, a região registrou 40.853 atendimentos ambulatoriais, como consultas, exames e acompanhamentos, além de 6.979 internações por câncer, que envolvem casos mais graves e tratamentos hospitalares.

Em todo o estado de São Paulo, o atendimento oncológico é feito por 86 unidades especializadas que integram a Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer, todas vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O acesso começa, em geral, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A partir daí, quando necessário, o paciente é encaminhado para centros especializados por meio do sistema estadual de regulação, que organiza as vagas conforme a necessidade de cada caso.

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