Canal 1: Buracos na calçada ainda incomodam moradores

Prefeitura aguarda R$ 5,6 milhões do Dade para iniciar recuperação de todos os canais

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24 FEV 201319h17

Moradores dos bairros do Campo Grande e Marapé ainda se queixam de um problema que parece não ter fim: os buracos na calçada do Canal 1. “Eu morei 20 anos no Marapé e estou há oito, aqui no Campo Grande. Eu nunca vi consertarem essas calçadas. É um perigo. Há uns seis meses, minha patroa (esposa) tropeçou e levou um tombo aqui. Eu também já torci o pé várias vezes”, afirmou o aposentado Armando Ayres.

Para a dona de casa, Lina Durazzio, “os buracos atrapalham muito. Eu só não caí ainda porque ando olhando muito pro chão”, disse ela durante sua caminhada. A dona de casa, Sirlei Spolti, mora há quatro anos no Marapé, e também afirmou que “nunca vi ninguém arrumar essas calçadas. Desde que vim pra cá, está assim. A manutenção precisa ser feita urgente”.

O mecânico de manutenção, Gildo Carlos de Araújo, também morador do Marapé, observou outro obstáculo no local. “Tem muito buraco aqui nessa calçada do Canal 1, mas a noite é muito escuro por causa das árvores. Fica difícil andar aqui, principalmente para os idosos”.

Contudo, a Secretaria de Obras de Serviços Públicos de Santos (Seosp) já havia anunciado o projeto de reurbanização dos canais, com orçamento previsto de R$ 5.632.495, custeados pelo Fundo do Departamento de Apoio e Desenvolvimento das Estâncias (Dade). Mas, as obras ainda não começaram porque a verba não foi liberada.

Segundo o secretário da Seosp, o vice-prefeito Antônio Carlos Silva Gonçalves, não há previsão para a liberação dos recursos, mas, em dezembro, a Prefeitura inicia a frente de trabalho para recuperar as calçadas do Canal 3. “O Canal 3 é o que está em pior estado de conservação. Então vamos começar por ele, com recursos próprios. A calçada será toda refeita, as muretas e os balaústres”, disse o vice-prefeito.

O Município investirá R$ 800 mil e as obras durarão seis meses. “Espero que os recursos do Dade sejam liberados o quanto antes, pois com os R$ 5 milhões, iniciaríamos as obras de todos os canais ao mesmo tempo e em seis meses, estaria tudo concluído”, disse o vice-prefeito, esclarecendo que com o orçamento municipal só será possível arrumar um canal de cada vez.

Canal 1

O secretário disse que as obras do Canal 1 são mais complexas, pois envolvem a construção de uma ciclovia. Porém, a vantagem é que com as obras da ciclovia, 50% do passeio público do Canal 1, será reformado. Quanto à iluminação, Gonçalves afirmou que a duplicação já foi feita nos canais 1, 2, 3 e 7.