Campanha de vacinação contra gripe começa na região

A açao ocorre em quatro etapas para evitar filas e falta de estoque; Vacina será aplicada nas policlínicas da Baixada

A Campanha de Vacinação Contra a Gripe Influenza começou ontem e segue até o dia 26 de maio, em todas as cidades da Baixada Santista. A vacina é de graça, será aplicada em policlínicas e protege durante um ano contra três tipos de vírus da gripe: A (H1N1), A (H3N2) e Influenza B. O objetivo é reduzir o número de hospitalizações e risco de morte, principalmente dos idosos, pela doença.

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De acordo com Ana Paula Valeiras, chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos, a campanha ocorre em quatro etapas para evitar filas e falta de estoque. O primeiro grupo a ser vacinado é composto por trabalhadores da saúde e idosos. 

“Os idosos são mais propensos a complicações respiratórias e possíveis internações, por isso serão os primeiros a receber a vacina”, explica Ana Paula. 

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A partir do dia 24, gestantes, puérperas, crianças a partir de seis meses e menores de cinco anos e indígenas recebem a dose. No dia 2 de maio, pacientes com ­comodidades e doenças crônicas, e no dia 8, professores da rede pública e privada.

“Em Santos, a vacina será distribuída em todas as policlínicas das 9h às 16h. É necessário levar documento de identificação”, informa Ana. A novidade da campanha este ano é a inclusão dos professores da rede pública e privada no público-alvo. 

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De acordo com Ana Paula, somente em Santos, 163 mil pessoas devem ser imunizadas. Desse total, 80 mil são idosos. Em todo o estado, segundo a Secretaria de Saúde, a meta é vacinar 10 milhões. Em escala nacional, o número sobe para 54,2 milhões de pessoas.

Dia D. No dia 13 de maio, um sábado, haverá um mutirão de vacinação, onde postos e itinerantes receberão as pessoas que não conseguirem se vacinar durante os dias de semana.

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Restrições

A vacina não é aplicada em pessoas alérgicas a ovo e crianças menores de seis meses. “A reação é dor fraca e vermelhidão no local da aplicação, lembrando que a vacina não causa gripe”, afirma Ana.

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Policlínicas

A Reportagem esteve na policlínica da Ponta da Praia, em Santos, para verificar a movimentação. Por volta das 11h, havia uma fila mediana formada, em maioria, de idosos.

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Mayli Miquelina, de 71 anos, aproveitou que já tinha horário marcado em uma consulta para se vacinar. “Comecei a tomar a vacina há uns três anos. Notei que com o avanço da idade as gripes foram ficando mais frequentes, então é melhor prevenir”, diz ela. 

“Ano passado eu não consegui me vacinar, mas hoje de manhã, assim que soube, vim para não perder a chance”, declara Nelson Rino Filho, de 70 anos.