Campanha contra gripe começa hoje em toda Baixada

Este ano, 33 pessoas morreram por H1N1 e 15 por H3N2 no Brasil. Além de 6 óbitos por influenza B

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23 ABR 2018Por Caroline Souza11h12
Segundo Ministério da Saúde, até o último dia 14, foram registrados 392 casos de influenza em todo o país, com 62 mortesFoto: Rodrigo Montaldi/Diário do Litoral

A campanha de vacinação contra a Influenza (gripe) tem início hoje em toda a Baixada Santista. A vacina disponibilizada na rede pública protege contra os vírus A (H1N1), A (H3N2) e B.

A gripe pode ser fatal, especialmente para os que estão nos grupos de risco, por isso a vacinação é importante.

“Milhares de pessoas morrem todos os anos por gripe, principalmente idosos e pessoas com doenças crônicas”, afirma o infectologista Evaldo Stanislau. “Qualquer vírus da gripe, inclusive os mais simples, pode matar”, complementa.

De acordo com o infectologista, a vacina é modificada todos os anos para atender todos os tipos de vírus, por isso deve ser aplicada mesmo por quem já se imunizou no último ano.

“Muita gente diz que tomou a vacina e pegou gripe, por isso não quer se vacinar novamente, mas trata-se de uma gripe mais simples, que não vai matar. O objetivo da vacina é evitar a morte e não a gripe”, explica Stanislau.

A ação acontece na fase ‘pré-influenza’, que costuma ter picos nas estações do outono e do inverno. A dose é voltada para crianças de 6 meses e menores de 5 anos, trabalhadores da Saúde, gestantes, puérperas e idosos com mais de 60 anos. A meta do Ministério da Saúde é que pelo menos 90% desse público-alvo seja coberto pela imunização.

Há ainda a recomendação que povos indígenas, professores, doentes crônicos, adolescentes e jovens em medidas socioeducativas, presos e funcionários do sistema prisional se vacinem. No entanto, para estes grupos, não há metas de vacinação.

Segundo Ministério da Saúde, até o último dia 14, foram registrados 392 casos de influenza em todo o país, com 62 mortes. Do total, 190 casos e 33 óbitos foram por H1N1, e 93 casos e 15 óbitos por H3N2. Ainda foram registrados 62 casos e 6 óbitos por influenza B e outros 47 casos e 8 óbitos por influenza A não subtipada.

Na região, a morte de uma moradora de Cubatão está sendo investigada como suspeita de ter sido causada por influenza. O caso aconteceu na madrugada do dia 14 de abril e acometeu uma mulher de 33 anos, que chegou a ser atendida em um hospital particular em Cubatão com febre, tosse, desconforto respiratório, dispneia e dores torácicas. O óbito aconteceu em um hospital particular de Santos e está sendo examinado pelo Instituto Adolfo Lutz.

“A população deve incorporar o hábito de se vacinar, independente do que estão ouvindo sobre o assunto. É a vacina que evita as mortes”, reitera Stanislau.

Além da vacina, outra precaução importante, segundo o infectologista, é lavar as mãos com frequência e não levá-las ao nariz ou a boca.

A vacina só é contraindicada para alérgicos ao ovo e crianças menores de seis meses de idade.