Caminhoneiros reduzem protestos e estradas do RS têm liberação quase total

Apesar da diminuição dos atos organizados por caminhoneiros, a PRF não recomenda o trânsito de veículos pesados durante a madrugada devido a "possível vandalismo"

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03 MAR 201519h58

Pela primeira vez desde o último fim de semana, nesta terça-feira, 3, as rodovias do Rio Grande do Sul ficaram livres de bloqueios e, portanto, liberadas para o tráfego de veículos leves e pesados. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que, às 17h30 de hoje, as manifestações dos caminhoneiros no Estado haviam sido encerradas. As estradas estaduais já tinham sido desbloqueadas anteriormente.

Meia hora mais tarde, a PRF informou um novo protesto em um trecho da BR-386, na altura da cidade de Soledade, na região centro-norte do Estado. De acordo com o órgão, a manifestação, pacífica, envolve dezenas de pessoas e cerca de 50 caminhões.

Apesar da diminuição dos atos organizados por caminhoneiros, a PRF não recomenda o trânsito de veículos pesados durante a madrugada devido a "possível vandalismo". Na noite de ontem, manifestantes e policiais entraram em confronto em um trecho da BR-116, na região de Camaquã, cidade do centro-sul do RS. Pedras bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha foram atiradas, deixando um saldo de seis feridos. Segundo a PRF, 20 pessoas foram detidas em todo o Estado ontem pela participação em protestos dos caminhoneiros.

Caminhoneiros reduziram os protestos e as estradas do RS têm liberação quase total (Foto: Luiz Torres/DL)

A mobilização da categoria - que reivindica a redução do preço do combustível, a flexibilização das regras para financiamento de veículos e melhores condições de trabalho - vem prejudicando a economia do Rio Grande do Sul há mais de dez dias. As decisões judiciais determinando a liberação das estradas conseguiram diminuir o número de manifestantes em alguns momentos, principalmente no último fim de semana, mas os bloqueios eram sempre retomados na sequência. Setores que dependem de produtos perecíveis, como a indústria láctea e de carnes, são os mais afetados.

Em algumas cidades do RS, postos de combustíveis ficaram sem gasolina e supermercados registraram escassez de alimentos. Os protestos nas estradas gaúchas começaram a perder força no fim do dia de ontem.

O complexo industrial da GM localizado em Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, ficou paralisado na sexta-feira, 27, e no sábado, 28, por problemas de desabastecimento, voltando a funcionar normalmente na segunda-feira à tarde. Na planta são produzidos os modelos Onix, Prisma e Celta.