Caminhoneiros devem voltar a estacionar na Alemoa na 3a feira

Solução provisória foi anunciada ontem pelo presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) Sérgio Aquino, na Câmara de Santos

Comentar
Compartilhar
18 JAN 201311h27

Os caminhoneiros devem voltar a estacionar seus veículos no terreno da Avenida Engenheiro Augusto Barata, mais conhecida como Retão da Alemoa, na próxima terça-feira (15). Eles estavam acampados nesta área há nove dias quando foram obrigados a deixar o local na manhã de ontem, por força de ordem judicial.

A solução é provisória e foi anunciada ontem à tarde pelo presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) e secretário de Assuntos Portuários e Marítimos, Sérgio Aquino, e pelo diretor de Desenvolvimento Comercial da Codesp, Carlos Kopittke, durante reunião promovida na Sala Princesa Isabel, no Paço Municipal de Santos, na tarde de ontem.

A reunião foi promovida pela Comissão Especial de Vereadores (CEV) que trata dos assuntos portuários. Caminhoneiros autônomos lotaram a galeria do plenário da Câmara Municipal e protestaram com vuvuzelas e uma faixa com os dizeres “Movimento dos Caminhoneiros sem Pátio” contra a falta de vagas de estacionamento na Cidade, furtos e multas.

O presidente da CEV, vereador Manoel Constantino dos Santos, disse que tomou a iniciativa de reunir caminhoneiros, Codesp e Guarda Portuária, para que se chegasse a uma solução para o impasse. Constantino disse que, infelizmente, a falta de estacionamento para os caminhoneiros é um problema que se arrasta há mais de 20 anos porque foi negligenciado pelas diretorias que passaram pela Codesp.

Os ânimos no plenário se acalmaram depois que o presidente do CAP, Sérgio Aquino, anunciou a possibilidade de os caminhoneiros voltarem a usar o terreno antes ocupado por eles, na Alemoa, a partir da próxima terça-feira.

Já o diretor de Desenvolvimento Comercial da Codesp, Carlos Kopittke, explicou que a medida é provisória até que se encontre uma solução definitiva para os caminheiros de Santos.

A decisão de ontem atende à reivindicação da categoria que apelava por uma solução imediata uma vez que os caminhoneiros não têm onde deixar seus veículos. Kopittke disse também que a Codesp assinará o documento para recebimento da área pertencente à Secretaria do Patrimônio da União (SPU) como depositária fiel, na manhã de segunda-feira (14).

Data em que pretende se reunir com uma comissão de caminhoneiros para discutir os problemas que enfrentam, e dessa forma se estudar uma forma de atendê-los. O horário da reunião entre Codesp e caminhoneiros será definido somente na segunda-feira. A partir do que for definido nessa reunião, é que a Codesp decidirá pela liberação da área da Alemoa para estacionamento, a partir de terça-feira.

O apelo da categoria foi manifestado no plenário da Câmara pelo coordenador do Movimento União Brasil Caminhoneiros, Heraldo Gomes Andrade, que ao final da reunião, após as declarações de Aquino e Kopittke, solicitou ainda a permanência no estacionamento de 25 carretas, que estão estacionadas no Retão da Alemoa, por determinação do superintendente da Guarda Portuária, Celso Simonetti, que também participou da reunião na Câmara. Simonetti aceitou o pedido e as carretas continuarão lá.

Projeto futuro

Aquino disse que na área de 226 mil metros quadrados, que estava ocupada pelos caminheiros há nove dias, a Codesp planeja instalar um sistema viário de ligação da Alemoa com a Via Anchieta, Praça de Scanner e estacionamento para caminhões.

Segundo Kopittke, estudos de viabilidade e ambiental serão desenvolvidos para a realização do empreendimento. O projeto ainda é embrionário e não há previsão para a sua realização.

40% do caminhoneiros

Segundo Heraldo Andrade, o Movimento União Brasil Caminhoneiros continuará lutando pela liberação de pelo menos mais cinco áreas, sendo três dentro da área portuária sob jurisdição federal e duas na região do bairro Jardim Piratininga, que se fossem transformadas em bolsões de estacionamento atenderiam 40% dos caminhões de moradores de Santos. “Essas áreas gerariam 450 vagas de estacionamento, o que atenderia pelo menos 40% dos nossos caminhões”.