Protesto de caminhoneiros causa lentidão na Anchieta

Ação nacional foi organizada contra o aumento nos impostos; mobilização também pede mais segurança nas estadas, preço mínimo para o frete e aposentadoria especial

O protesto nacional dos caminhoneiros contra o aumento dos combustíveis provocou congestionamento de mais de quatro quilômetros na entrada de Santos. O ato teve início às 6h da manhã, quando profissionais começaram a se concentrar no viaduto da Alemoa e bloquearam a alça de acesso ao Porto de Santos, o que refletiu no tráfego de veículos na rodovia Anchieta por quase doze horas.

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A mobilização também pediu mais segurança nas estadas após o corte de verbas destinadas a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal, preço mínimo para o frete e aposentadoria diferenciada para os caminhoneiros.

De acordo com Rodrigo Aparecido Félix, vice-presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), o ato foi pacífico e teve como principal objetivo chamar a atenção para os problemas enfrentados pelos trabalhadores.

“O combustível aumenta e isso afeta significativamente os profissionais. No Estado de São Paulo enfrentamos outro problema grave que é a cobrança de pedágio por eixo erguido, que é o valor cheio mesmo quando o caminhão está sem carga. Estamos dando respaldo para essa luta justa dos caminhoneiros da região”, conta.

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Trabalhando há mais de 15 anos com transporte de cargas, Ary Junior cita que desde 2001 o frete nas estradas não teve reajuste. “Estamos sem condições de trabalhar. As estradas estão perigosas, não temos onde parar e dormir em segurança e para piorar estamos pagando valores absurdos de combustíveis”, afirma.

Mais de 300 trabalhadores aderiram à paralisação, que terminou apenas no fim da tarde. 

Embora não tenha aderido ao movimento, o caminhoneiro Rafael Gobbo passou parte do dia na fila, aguardando para carregar o caminhão e seguir viagem para Ribeirão Preto. “Apoio a paralisação. Está na hora de brigarmos pelos nossos direitos, caso contrário não teremos empregos dignos amanhã”, finaliza.

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Postos de combustíveis fazem campanha contra alta de impostos

‘Essa conta não é nossa. Não ao aumento de impostos!’. A frase foi afixada em um cartaz com um fundo preto, simbolizando o luto em diversos postos de combustíveis do Brasil nesta terça-feira, coincidindo com os protestos dos caminhoneiros. A mobilização nacional acontece contra o aumento de tributos e tem como objetivo conscientizar a população sobre a tarifação das bombas.

De acordo com José Camargo Hernandes, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santos e Região (Sindicombustíveis Resan), a cada R$10 que o consumidor paga pela gasolina, 47% (R$4,70) são destinados para o pagamento de impostos. 

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“Os revendedores foram tão prejudicados quanto os consumidores. Em alguns casos, sequer conseguimos repassar o valor total de aumento. Muitos postos estão absorvendo os reajustes para não afastar os clientes”, explica.

De acordo com Hernandes, os aumentos repassados pelas distribuidoras estão sendo constantes e embora aparentemente pequenos, são volumosos na conta final.

“A mobilização é contra o aumento da alíquota do PIS/Confins (em vigor desde o dia 21 de julho). No diesel, 26% do custo do litro se traduzem em tributos e os maiores prejudicados são os caminhoneiros.

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Estamos fazendo esse ato a nível nacional para conscientizar os consumidores de que esse dinheiro não está vindo para o bolso dos donos dos postos. Pelo contrário, ele está saindo do bolso de todos nós e indo para os cofres do governo”, finaliza.