Câmara Municipal de Guarujá sedia o 1º Fórum de Vulnerabilidade e Risco na Infância e Adolescência

Profissionais da saúde mental, se reuniram na última terça-feira (20), para discutir ações que fortaleçam o relacionamento da sociedade, com foco na criança e no adolescente

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22 MAI 201416h36

Promovido pela Prefeitura de Guarujá, através da Secretaria de Saúde e por meio da Secretaria de Saúde Mental, o 1º Fórum de Vulnerabilidade e Risco na Infância e Adolescência , discutiu formas e alternativas para se combater o problema, durante o seminário realizado na Câmara Municipal de Guarujá, que sediou a abertura do Fórum na última terça-feira (20).

A solenidade contou com a presença da Coordenadora de Saúde Mental do Guarujá, Iara Bega; o Coordenador da Defensoria Pública do Estado de São Paulo , Fabrício Feres Furlan; o Promotor Público da Vara da Infância e da Juventude de Guarujá, Osmair Chamma Junior; o Chefe de Equipe da Saúde Mental de Guarujá, Rui de Paiva; o Vereador Elias José de Lima e representando a Chefe do Executivo, o Chefe de Gabinete, Cândido Garcia Alonso.

Iara Bega fez a abertura do evento, explicando que o Fórum iria abordar termos complexos , que busquem o entendimento amplo durante as conversas, resultando no melhor caminho para as crianças e adolescentes do município. O secretário-adjunto de Saúde , Rui de Paiva, ilustrou o cenário social atual e o crime coletivo contra Fabiane Maria de Jesus: “A cidade viveu recentemente a questão emblemática do linchamento, o retrato mais dramático do contexto de vulnerabilidade”, lembrou Paiva.

A ligação do exemplo citado por Paiva condiz com a função dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) que prestam serviço à pessoas que tendem à ser mais frágeis na sociedade, devido às condições do território onde moram.

De acordo com a cartilha da Série de Comunicação Popular (CRP) é formando um coral de vozes para que as soluções sejam encontradas; por essa razão, os governantes municipais participam do Fórum que tem como objetivo discutir projetos e formas de fortalecer as relações sociais dos sujeitos vulneráveis.

O representante do Executivo, Cândido Garcia Alonso, disse que o tema a ser discutido tem “um fundo econômico, ligado à pobreza, principal indutor à vulnerabilidade. Sou professor por vocação. E como educador, todo o momento é ímpar para que possamos refletir nossas práticas em sermos seres melhores”, disse ele. Cândido explicou que a inciativa tem como foco trazer as crianças para os projetos sociais já existentes e criar novas formas de agir nas comunidades. Ele lembrou de um trecho da música “Um Homem Também Chora” do cantor Gonzaguinha: “o homem se humilha se castram seu sonho. Seu sonho é sua vida, e sua vida é trabalho. E sem o seu trabalho o homem não tem honra. E sem a sua honra, se morre, se mata”. Cândido interpreta a letra como o papel dos governantes: “Precisamos ter trabalho coordenado, com objetivo sempre claro, para que não haja a humilhação. É o momento de beber do conhecimento das pessoas que estão aqui, e que as ideias possam trazer outras oportunidades”, disse.

Responsável pelo CAPSi, a psicóloga Luciana Maria Gonçalves Gonzalo disse que, a participação tem uma grande importância “ ela nos ajuda a montar uma estratégia comum em toda a rede. Porque ver o problema de uma forma separada não ajuda. A intenção é que o CREAS, CRAS, a Educação, a Saúde e toda a rede pública cheguem a um objetivo”, finalizou.