A Câmara de Santos aprovou, em 1ª discussão, o reajuste salarial de 11% para servidores públicos da Prefeitura e da Casa Legislativa. A sessão foi marcada por diversos protestos dos membros do Sindicato dos Servidores Municipais de Santos (Sindserv).
Para evitar tumultos nas galerias da Casa, parte da base realizou um ato regimental, por volta das 18h, para esvaziar o plenário e adiantar a ordem do dia, que normalmente começa às 20h.
Durante a votação, o único parlamentar a se manifestar foi Evaldo Stanislau (Rede). Em seu discurso, o vereador disse acreditar que o Executivo “tinha chance de dar um aumento mais significativo”.
Além do reajuste salarial de 11%, a proposta prevê vale-alimentação no valor de R$ 400,62 para os funcionários que trabalham entre 30 horas até 40 horas semanais e 50% desse valor para os que trabalham entre 20 horas e inferior a 30 horas. Já a cesta básica teve o valor fixado em R$ 250,00.
A segunda votação será realizada em sessão extraordinária, hoje, às 10 horas, na Câmara de Santos.
A todo momento, um grupo de manifestantes protestou nas galerias da Câmara. Com a aprovação do reajuste, os servidores protagonizaram uma “chuva de chequinhos” no plenário, com uma simulação de um cheque do “Banco Paulo Alexandre Barbosa”, em referência ao prefeito, contando ainda com a foto e a assinatura do tucano.
“Essa é a aprovação de um projeto que o prefeito manda e os vereadores obedecem. A categoria continua discutindo o reajuste salarial. Infelizmente, o prefeito faz isso e a Câmara tem uma posição bovina, de gado, quando ela vota um projeto que ainda está sendo discutido entre a categoria e a Prefeitura. É lamentável”, disse Flávio Saraiva, presidente do Sindserv.
Para Saraiva, a proposta apresentada é aquém do que deseja o sindicato. “Ela ficou aquém, primeiro, da inflação. O índice inflacionário do país, até meados do mês passado, era 10,67%. O problema é que nós avançamos além daquele período em que a medição foi feita. E mais, aqui na região, essa meta inflacionária não serve. Aqui é tudo mais caro do que a média salarial. Acho que estamos equiparados ao Rio de Janeiro em termos de avanço da inflação acima da média nacional”.
