Cotidiano

Câmara de Guarujá aprova comissão para cobrar Cava da Sabesp

A proposta foi apresentada nesta terça pelo vereador José Nilton Lima de Oliveira; diretores da estatal será chamados

Carlos Ratton

Publicado em 12/08/2020 às 07:15

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Os moradores do Distrito de Vicente de Carvalho são os que mais sofrem com a falta de água no Município, que perdura há anos / Arnaud Pierre Courtadon/DL

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A Câmara de Guarujá aprovou ontem uma Comissão de Assuntos Relevantes para discutir e cobrar da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) a falta de água no Município.

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A proposta foi apresentada pelo vereador José Nilton Lima de Oliveira (PSB). O vereador e presidente da Casa, Edilson Dias (PT), não conseguiu as cinco assinaturas (1/3 dos parlamentares) para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

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A Comissão proposta pelo vereador vai convocar a direção da Sabesp, membros do Executivo Municipal e sociedade civil organizada. A ideia é discutir todos os itens do contrato entre a estatal e o Município, entre eles a compra da Cava da Pedreira, que há anos vem sendo aguardada. Ela terá 120 dias para apresentar um relatório final e, se necessário, definir as medidas cabíveis. "Não dá mais para aguentar. A população, principalmente a mais vulnerável, está sofrendo muito", dispara José Nilton Lima de Oliveira.

A escassez atinge todo o Distrito de Vicente de Carvalho, como os bairros do Paecará, Jardim Boa Esperança, Santana, Prainha, Vila Áurea, Sítio do Outeiro, na Vila Lígia, no Jardim Progresso e Vila Alice. Também já começou a atingir a Enseada, Perequê e bairros próximos da orla. A população não aguenta mais as privações causadas pela falta do líquido.

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No último dia 24, o prefeito Válter Suman (PSB) cobrou providências do secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, entre elas a agilização do processo de aquisição da chamada Cava da Pedreira, que seria transformada num mega reservatório de água pela companhia.

Localizada às margens da Rodovia Cônego Domenico Rangoni, a cava, que é uma antiga pedreira, tem capacidade para armazenar até três bilhões de litros de água, o que diminuiria as chances de desabastecimento da Cidade em períodos de estiagem como ocorre atualmente.

A estiagem, que afetou a vazão da água captada dos rios Jurubatuba e Jurubatuba Mirim, é a causa apontada pela Sabesp para justificar o desabastecimento de água em Guarujá, uma vez que o sistema Jurubatuba, que alimenta a Cidade, provém de água desse sistema.

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As falhas no atendimento da Sabesp são alvo de investigação em Inquérito Civil do Ministério Público, que leva em conta relatório elaborado pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) que aponta más condições nos reservatórios da empresa na Cidade e a diminuição de mais de 30% na oferta de água entre os anos de 2018 e 2019.

Sabesp

A Sabesp informa que mantém contato com a Prefeitura desde meados de 2019 e que vem cumprindo o Plano de Investimentos constante nele. A Companhia diz seguir à disposição das autoridades para esclarecer os objetivos e detalhes dos investimentos em curso, previstos em R$ 780 milhões, em 30 anos.

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