Câmara de Cubatão rejeita CEI para investigar Ecopátio

Para o vereador Dinho Heliodoro, se a CEI fosse aprovada, a Câmara daria um passo em direção a resolver este problema das filas de caminhões que tem afetado toda a região

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03 ABR 201410h01

A Câmara rejeitou, por 6 votos a 4, a formação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), para apurar o contrato da Prefeitura com o Ecopátio. A CEI foi proposta pelo vereador Ademário da Silva Oliveira (PSDB), na sessão ordinária de terça-feira.

“A concessionária que administra o Ecopátio pegou um empréstimo de R$ 95 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sob a justificativa de que se tornaria um estacionamento regulador do Porto de Santos. O dinheiro público foi emprestado para que o Ecopátio funcionasse como um estacionamento para quase 4 mil caminhões. Não haveria os problemas de congestionamentos, mas hoje o espaço é utilizado para cerca de 100 carretas apenas”, justificou o autor do pedido da CEI.

O vereador Adeildo Heliodoro dos Santos (SDD), o Dinho Heliodoro, afirmou que ele e a então vereadora Marcia Rosa (PT), atual prefeita, já fizeram questionamentos sobre este contrato ao Ministério Público. “Na época, isso se tornou uma ação civil pública. O requerimento do vereador Ademário traz fatos novos e toda a região está sofrendo em reação à falta de estacionamento de caminhões. A prefeita diz que está procurando soluções para este problema, mas não está. Porque a solução do problema está aqui”, disse.

Para Dinho Heliodoro, se a CEI fosse aprovada, a Câmara daria um passo em direção a resolver este problema das filas de caminhões que tem afetado toda a região.

Formação de CEI foi votada na última terça-feira (Foto: Arquivo/DL)

De acordo com Severino Tarcício da Silva (PSB), o Dóda, apenas 30% do espaço do Ecopátio é utilizado como estacionamento. O restante seria sublocado.

Foram favoráveis à formação da CEI os vereadores Ademário, Dinho Heliodoro, Dóda e Ivan da Silva (PDT), o Ivan Hildebrando.

Para Ademário, a rejeição da CEI foi a perda de uma oportunidade única de tentar solucionar o problema. “Lamento que a Câmara tenha deixado passar este momento oportuno de dizer que é independente e de investigar estas irregularidades que são gritantes e afetam toda a região da Baixada Santista”, disse.