Temperaturas altas exigem atenção redobrada dos tutores de felinos / Engin Akyurt/Pexels
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Espalhados pela casa, de preferência perto do sol, os gatos parecem aproveitar o calor. Ainda assim, essa preferência não significa que eles estejam imunes às altas temperaturas.
Assim como os humanos, os felinos também podem sofrer com o calor excessivo. Em dias mais quentes, o desconforto aparece de forma silenciosa e progressiva.
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Observar mudanças no comportamento do gato é essencial. Com informação e cuidados simples, o tutor consegue reduzir os impactos do calor na rotina do animal.
A temperatura corporal dos gatos costuma surpreender. Segundo a veterinária Juliana Brondino, da Petz, o corpo dos felinos opera, em média, a 38 °C.
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Esse padrão é normal e não varia muito ao longo do ano. Por isso, sentir o gato quente ao toque não é sinal automático de problema de saúde.
A dificuldade surge quando o ambiente externo esquenta demais. Nessas situações, o corpo do gato pode não conseguir dissipar o calor de forma eficiente.
Apesar da fama de resistentes, os gatos sentem calor. A especialista explica que o desconforto começa quando a temperatura ambiente passa dos 25 °C.
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A regra prática ajuda o tutor. Se o clima já está desagradável para quem está em casa, o gato provavelmente também está sentindo os efeitos.
Além disso, características individuais influenciam bastante. Gatos mais peludos ou idosos tendem a sofrer mais em dias muito quentes. Aproveite e veja também: O maior gato do mundo pode ser brasileiro e vive tranquilamente no interior de SP
O calor costuma alterar a rotina do felino. Ele pode se mostrar mais quieto, dormir por mais tempo e demonstrar menos interesse por atividades comuns.
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Sinais como respiração rápida, boca aberta, excesso de saliva, miados de desconforto e dificuldade para se locomover indicam que algo não vai bem.
Diante desses sintomas, é importante agir rápido. Melhorar o ambiente e buscar orientação veterinária ajuda a evitar complicações mais graves.
Não é preciso esperar o problema aparecer. Medidas preventivas ajudam o gato a enfrentar o calor com mais conforto e segurança.
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Espalhar potes de água fresca pela casa é fundamental. Gatos são seletivos e tendem a beber mais quando encontram água limpa em locais tranquilos.
Também vale garantir sombra e ventilação adequadas. O uso de ventiladores ou ar-condicionado é permitido, desde que o animal possa se afastar quando quiser.
Molhar o gato para aliviar o calor não é indicado. O contato com a água pode gerar estresse e piorar a experiência do animal.
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A tosa pode ser considerada para gatos muito peludos, mas deve ser feita apenas por profissionais. Cortes inadequados podem causar dor e desconforto prolongado.
Com atenção diária e ajustes simples, o tutor consegue atravessar os dias quentes garantindo conforto, saúde e qualidade de vida ao gato.