Caio Matheus analisa 100 dias de governo em Bertioga

Prefeito coloca ajuste financeiro como maior desafio, cita resgate da credibilidade e aborda temas como o funcionamento da UPA e da rodoviária

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12 ABR 2017Por Diário do Litoral10h30
Prefeito Caio Matheus (centro) destacou as medidas feitas para a reducação de custos em busca do reequilíbrio financeiroFoto: Matheus Tagé/DL

O prefeito de Bertioga, Caio Matheus (PSDB), realizou ontem um balanço dos 100 primeiros dias de governo. Ele estava acompanhado pelos secretários Gustavo Melo (Gestão e Governo) e Roberto Cassiano (Administração e Finanças).

O chefe do Executivo classificou o ajuste financeiro como o principal desafio do início do mandato.

“A busca constante, nesses três primeiros meses, do reequilíbrio orçamentário. O primeiro gesto de governo, em 2 de janeiro, foi a assinatura de um decreto de contenção de gastos, que vem balizando as ações de toda a Prefeitura, afim de diminuir custeio, mas sem cessar qualquer serviço importante para a cidade e nem prejudicar a qualidade dos mesmos. A política de fazer o mais com menos”.

Entre as medidas, o prefeito citou o corte de alugueis desnecessários, redesenho de padrões operacionais-administrativos com o intuito de diminuir custeio, enxugamento de 40% no número de funcionários comissionados, diminuição de veículos locados e renegociação de contratos de fornecimento e de produtos.

Caio Matheus também destacou o resgate da credibilidade da cidade com fornecedores.

“Tem muita gente que não quer mais fornecer para Bertioga. Houve, por exemplo, uma licitação de medicamentos e não apareceu ninguém que queira vender medicamento para Bertioga. Estamos tendo que reabrir o processo nesse sábado. Um trabalho constante dos secretários, em especial Administração e Finanças e Governo. Estamos conversando, falando que é um governo novo, renegociando as dívidas para que eles possam continuar fornecendo. Porque, senão, trava tudo”.

UPA e rodoviária

O chefe do Executivo também falou sobre dois equipamentos que, desde a última gestão, não foram inaugurados: a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e a ­rodoviária.

Sobre a rodoviária, o prefeito esclareceu que a Administração deverá abrir um edital para a concessão do espaço.

“Para fazermos a concessão desse equipamento para exploração de uma empresa da área precisamos, primeiro, trabalhar para montar o edital de concessão. Foi aberto um processo para contratação de uma empresa para fazer um estudo de viabilidade. Através disso, teremos elementos para fazermos um edital da maneira mais correta possível e que seja vantajosamente suficiente para que não seja deserta a licitação. Frustraria a todos. Então, estamos fazendo todo o roteiro para que seja feito da maneira mais correta possível para não dar problema lá na frente”.

A expectativa é que a rodoviária comece a funcionar no fim deste ano. No entanto, o local ainda precisará passar por ­readequações.

“Empresa terá que fazer readequação do espaço. Não só do que foi furtado, depredado, mas também na questão de funcionalidade do espaço. Temos um sério problema de jogo de telhados e que não precisa chover muito para chover lá dentro. Deve haver um investimento na ordem de R$ 500 mil a R$ 700 mil pela empresa para fazer a readequação do espaço”.

Em relação a UPA, Caio Matheus explicou que a Prefeitura conseguiu, junto ao Ministério da Saúde, um repasse de cerca de R$ 3 milhões ao ano para tratar de casos de média e alta complexidade e que isso poderá auxiliar na abertura do equipamento.

“Estamos nos preparando para, em meados do segundo semestre, conseguir contemplar através de custeio e de um novo modelo de gestão. A ideia é essa. No segundo semestre inaugurar esse elefante branco, que herdamos. É um problema, mas fui eleito para resolver, e a gente vai resolver”.