Cães e gatos ficam sem vacina contra raiva na Baixada Santista

Tradicionalmente realizada em agosto, vacinação deve ocorrer em novembro; Ministério da Saúde atrasou repasse

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07 AGO 2019Por Vanessa Pimentel07h00
Será mantido estoque estratégico de vacinas para bloqueioFoto: Divulgação/PMS

Comumente marcada para o mês de agosto em anos anteriores, a campanha de vacinação contra a raiva animal de 2019 na Baixada Santista não tem data para acontecer. O Ministério de Saúde alegou que o laboratório fornecedor identificou problemas técnicos na produção da vacina, e que as doses serão enviadas aos estados assim que a produção for normalizada. A previsão é que isso aconteça em novembro.

A justificativa da pasta para o atraso é a mesma dada para explicar a demora no envio das vacinas que fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação (em humanos), como a pentavalente, a DTP (difteria, tétano e coqueluche) e poliomielite oral, em falta nos postos desde junho passado.

O último caso de raiva animal registrado na região foi em São Vicente, em 2012, após um morcego infectado ser encontrado pela prefeitura. Questionada, a Administração informou que o quantitativo de vacinas antirrábicas existente no Centro de Distribuição e Logística do Estado de São Paulo é insuficiente para atender a demanda da campanha que começaria em agosto.

Porém, afirmou que será mantido um estoque estratégico de vacinas para bloqueio de focos em casos de raiva em cães e gatos.

Santos também adiou a campanha preventiva pelo mesmo motivo. Já a vacina antirrábica em humanos, para pacientes que foram mordidos, o município tem em estoque. As doses são aplicadas nas policlínicas do Bom Retiro, Gonzaga e Nova Cintra somente após a indicação médica. Já o soro antirrábico, adotado em casos graves (como mordidas em rostos, mãos e pés), é administrado no Hospital Guilherme Álvaro, do governo estadual.

Bertioga também não fará a campanha, mas disse que a cidade tem reserva de doses para bloqueio. Guarujá oferecerá a vacina na unidade de Vigilância em Zoonoses, das 8 às 17 horas, e Mongaguá reorganizou a campanha para novembro, que terá como meta imunizar 12 mil animais. Até o momento, não há casos da doença por lá.

MINISTÉRIO DA SAÚDE.

O Ministério da Saúde é o responsável por distribuir as vacinas para os estados, cabendo aos estados fazer a distribuição a seus municípios.

Segundo a pasta, municípios que tiverem confirmação de casos de raiva em animais receberão as doses para a realização da campanha.

A DOENÇA.

A raiva é uma infecção viral mortal transmitida para seres humanos a partir da saliva de animais infectados - geralmente por uma mordida. A doença costuma ser fatal. Por esta razão, qualquer um que pode ter um risco de contrair a raiva devem receber vacinação antirrábica para a proteção.

CAUSAS.

A raiva é transmitida pela saliva infectada que entra no corpo por meio de uma mordida ou pele lesionada. O vírus viaja da ferida até o cérebro, onde causa inchaço ou inflamação. Essa inflamação leva aos sintomas da doença. A maioria dos casos de morte por raiva ocorre em crianças. Qualquer mamífero é capaz de transmitir raiva. Os que mais costumam causar a doença são: gatos, cachorros, vacas, furões, cabras e cavalos.

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