Cotidiano
O caso reacende um alerta importante: maus-tratos não são 'casos isolados' e precisam ser tratados com a seriedade que a lei prevê
Uma cachorrinha comunitária, conhecida e querida por quem costuma passar pela Praia do Forte, foi vítima de um ato de extrema violência / Reprodução/ @praiagrandemaisoficial
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Nesta quinta-feira (29), Praia Grande viveu um episódio triste que gerou comoção e indignação entre moradores e frequentadores da orla. Uma cachorrinha comunitária, conhecida e querida por quem costuma passar pela Praia do Forte, foi vítima de um ato de extrema violência, provocando revolta nas redes sociais e entre protetores da causa animal.
O caso reacende um alerta importante: maus-tratos não são 'casos isolados' e precisam ser tratados com a seriedade que a lei prevê.
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Entidades e defensores dos animais reforçam que episódios como esse evidenciam o quanto ainda é necessário avançar em empatia, responsabilidade e proteção dos animais, especialmente aqueles que vivem nas ruas e dependem do cuidado coletivo para sobreviver.
A cachorrinha era considerada parte da rotina da região. Por ser um animal comunitário, ela era conhecida por frequentadores e recebia ajuda de pessoas que passavam pela praia, com alimentação e cuidados pontuais.
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Após o episódio de violência, a reação foi imediata: moradores e visitantes expressaram dor e indignação, pedindo que o responsável seja identificado e punido.
'É uma covardia com um ser indefeso', escreveu uma frequentadora nas redes sociais. Comentários e manifestações se repetiram com pedidos de justiça e mais fiscalização.
O caso ocorreu na Praia do Forte, em Praia Grande (SP). Quem tiver informações ou imagens que ajudem na investigação deve procurar as autoridades e formalizar denúncia.
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Local: Praia do Forte – Praia Grande/SP
Denuncie. Informações podem ser essenciais para evitar novos casos e garantir justiça.
Em nota, a Prefeitura de Praia Grande informou que, na manhã desta quinta-feira (29), durante a troca de turno da equipe da Guarda Costeira na base localizada na praia do Canto do Forte, os guardas notaram uma mancha de sangue próxima à estrutura da unidade, o que chamou a atenção da equipe.
Logo em seguida, foi percebida a ausência da cadela comunitária conhecida como “Neguinha”, que costuma permanecer e interagir com os guardas no início do expediente.
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Os agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) iniciaram as buscas e localizaram a cadela embaixo de um contêiner utilizado para armazenar equipamentos. O animal apresentava diversos ferimentos aparentes, possivelmente causados por arma branca (faca), além de estar bastante ensanguentado.
Diante da gravidade da situação, a equipe acionou imediatamente a Divisão de Controle de População Animal (antiga Zoonoses), que prestou os primeiros atendimentos no local e encaminhou a cadela, com urgência, a uma clínica veterinária particular credenciada pelo município.
A cadela foi examinada, passou por cirurgia e, no momento, encontra-se em recuperação. Seu quadro clínico é delicado e inspira cuidados veterinários intensivos.
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Para auxiliar na completa apuração dos fatos, imagens das câmeras de monitoramento da orla estão sendo analisadas pelo Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe), com o objetivo de identificar possíveis responsáveis pelo ocorrido.
O caso foi formalmente registrado em Boletim de Ocorrência pela Guarda Civil Municipal e será encaminhado, com todas as informações coletadas, ao Ministério Público, para que as medidas legais cabíveis sejam adotadas.
A Prefeitura de Praia Grande reiterou seu compromisso com o bem-estar animal, com a responsabilização dos autores de crimes de maus-tratos e com o trabalho contínuo de proteção e cuidado a todos os animais do município.
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