O projeto é uma forma de transformar a complexa geografia amazônica em oportunidade / Divulgação/EAF
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Uma operação logística de escala monumental acaba de trazer ao Brasil 3.170 quilômetros de cabos de fibra óptica de última geração, produzidos na China. O material é a peça-chave para a criação de três novas infovias subfluviais que prometem revolucionar a infraestrutura digital na Região Norte.
Coordenada pelo Ministério das Comunicações em parceria com a Entidade Administradora de Faixa (EAF), a iniciativa utiliza o leito dos rios amazônicos para levar internet de alta qualidade a comunidades rurais e ribeirinhas que enfrentam o isolamento tecnológico.
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O projeto, que integra o programa Norte Conectado, conta com um investimento de R$ 1,3 bilhão e tem o potencial de beneficiar cerca de 7,5 milhões de pessoas em 70 municípios espalhados por Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima e Pará.
O grande diferencial desta estratégia é o respeito absoluto ao bioma: ao instalar os cabos sob as águas, o governo evita o desmatamento terrestre, preservando aproximadamente 50 milhões de árvores.
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"Esse projeto promove desenvolvimento social e econômico, conecta escolas e unidades de saúde", afirma o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacando a conectividade como um instrumento essencial de cidadania.
A logística para viabilizar as infovias 05, 06 e 08 envolve o transporte de cinco mil toneladas de material, uma carga que levará 30 dias para ser transferida para as embarcações nacionais. O lançamento dos cabos nos rios está previsto para começar em maio de 2026.
Tecnicamente, a rede impressiona pela capacidade de transmissão de até 96 terabytes por segundo, garantindo estabilidade e velocidade mesmo nos pontos mais remotos do país. Além disso, o material utilizado é atóxico e inerte, garantindo que a fauna e a flora aquáticas não sofram impactos químicos.
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Segundo Gina Marques, a CEO da EAF, o projeto é uma forma de transformar a complexa geografia amazônica em oportunidade. "Ao lançar fibra óptica pelos rios da Amazônia, estamos transformando tecnologia em impacto real na vida das pessoas", ressalta a executiva.
A EAF, responsável por missões críticas como a limpeza da faixa para o 5G no Brasil, agora lidera este esforço para criar uma infraestrutura robusta e invisível sob as águas, conectando a floresta à economia global de forma sustentável e definitiva.