Cotidiano
A mobilização ocorreu simultaneamente em 516 municípios, com a participação de mais de 940 hospitais públicos, universitários, privados e filantrópicos em todos os estados e no DF
O mutirão integra uma estratégia nacional para reduzir a fila de atendimentos especializados, ampliada durante a pandemia / ImageFX
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O Sistema Único de Saúde (SUS) realizou, no último fim de semana (21 e 22), o maior mutirão já voltado exclusivamente à saúde das mulheres no país. A ação, promovida pelo Ministério da Saúde por meio do programa Agora Tem Especialistas, ofertou mais de 230 mil atendimentos, entre exames, cirurgias e procedimentos especializados.
A mobilização ocorreu simultaneamente em 516 municípios, com a participação de mais de 940 hospitais públicos, universitários, privados e filantrópicos em todos os estados e no Distrito Federal.
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Durante os dois dias, foram previstas cerca de 40 mil cirurgias, incluindo procedimentos de média e alta complexidade, como reconstrução mamária, histerectomia, laqueadura e retirada de tumores. Também entraram na lista cirurgias de catarata, tratamento de varizes, além de intervenções para hérnia e vesícula.
Além disso, aproximadamente 190 mil exames e atendimentos ambulatoriais foram realizados, como tomografias, ressonâncias magnéticas e ultrassonografias — fundamentais para acelerar diagnósticos e tratamentos.
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Segundo o Ministério da Saúde, o foco da ação foi atender pacientes que já estavam na fila do SUS, muitas delas aguardando há meses — ou até anos — por procedimentos.
O mutirão integra uma estratégia nacional para reduzir a fila de atendimentos especializados, ampliada durante a pandemiaO mutirão integra uma estratégia nacional para reduzir a fila de atendimentos especializados, ampliada durante a pandemia. O programa Agora Tem Especialistas, criado pelo governo federal, busca justamente acelerar consultas, exames e cirurgias no SUS.
Entre as medidas adotadas estão o aumento de repasses para hospitais — que podem chegar a até quatro vezes o valor anterior — e parcerias com a rede privada para ampliar a capacidade de atendimento.
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Uma das principais novidades desta edição foi a oferta de 3,8 mil implantes de Implanon, um método contraceptivo subdérmico de longa duração, com eficácia de até três anos.
O dispositivo, que pode custar até cerca de R$ 3 mil a R$ 4 mil na rede privada, foi disponibilizado gratuitamente pelo SUS durante o mutirão.
Para garantir o acesso de mulheres que vivem em áreas mais afastadas, o governo também ofereceu transporte gratuito em diversas cidades, incluindo vouchers de deslocamento e apoio logístico.
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Além disso, houve estrutura de acolhimento para mulheres indígenas, com transporte e hospedagem em unidades de apoio à saúde, ampliando o alcance da iniciativa.
No estado de São Paulo, foram previstos mais de 23 mil atendimentos, com a participação de mais de 100 unidades de saúde.
Os serviços incluíram exames ginecológicos, cirurgias oftalmológicas e procedimentos de oncologia, reforçando a importância da ação também no maior sistema de saúde estadual do país.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou a ação como um marco histórico.
“Esse é o SUS reduzindo o tempo de espera, acelerando diagnósticos e mostrando que política pública eficiente é aquela que chega à vida real das pessoas”, afirmou.
Ele também destacou que o mutirão representa um avanço na prioridade dada à saúde feminina no país.
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Para muitas mulheres, o mutirão significou o fim de uma longa espera. Casos de pacientes que aguardavam anos por exames ou cirurgias foram resolvidos em poucos dias, mostrando o impacto direto da iniciativa na qualidade de vida.
A expectativa do governo é manter a estratégia ao longo de 2026 para reduzir ainda mais as filas do SUS e ampliar o acesso à saúde especializadaEsta foi a quarta edição dos mutirões nacionais do programa. Em 2025, as ações anteriores já haviam realizado mais de 127 mil procedimentos em todo o país.
A expectativa do governo é manter a estratégia ao longo de 2026 para reduzir ainda mais as filas do SUS e ampliar o acesso à saúde especializada.
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