O avião monomotor de pequeno porte que caiu contra um prédio na Região Noroeste de Belo Horizonte nesta segunda-feira (4) se tornou mais uma ocorrência de veículos aéreos no país.
O Brasil registrou 9.628 ocorrências envolvendo aeronaves entre 2016 e 2026. Os dados são do Painel SIPAER, ferramenta de visualização de dados desenvolvida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Segundo um levantamento feito pelo Diário, no período foram registrados 1605 acidentes, 759 incidentes graves e 7264 incidentes, com registro de 779 mortes no período.
Só no ano passado, foram registrados 153 acidentes, 38 incidentes graves e 62 mortes. Já em 2026, foram registrados 64 acidentes, 10 incidentes graves e 17 mortos.
O ano com maior registro de casos foi 2024, com 175 acidentes, 44 acidentes fatais e 152 pessoas mortas.
Acidentes envolvendo a fabricante NEIVA
No período de 2016 à 2026, foram registrados 523 ocorrências envolvendo aeronaves da fabricante NEIVA.
Dentre eles, 263 acidentes, 100 incidentes graves (acidente com probabilidade de danos significativos) e 160 incidentes (quando uma ocorrência aeronáutica, não classificada como um acidente, associada à operação de uma aeronave, que afete ou possa afetar a segurança da operação), além de registrar 66 mortes no período.
O ano com maior registro de casos envolvendo a fabricante foi 2020, com 32 acidentes, 8 acidentes fatais e 10 pessoas mortas.
Além disso, 51,6% desses acidentes envolveram falhas mecânicas ou sistêmicas, gerando uma proporção de 5 a cada 10 aeronaves da fabricante apresentando algum tipo de falha.
Envelhecimento dos motores e componentes das aeronaves NEIVA
Os dados relacionados ao ocorrido em Belo Horizonte ainda não estão sendo contabilizados, pois o Cenipa não começou a investigar o fato oficialmente.
Somente depois disso será possível saber de fato o que causou a queda do avião e se há alguma relação direta com o envelhecimento da aeronave.
A maioria das veículos da fabricante, como o Sertanejo, o avião que colidiu nesta segunda-feira (4) foi fabricado entre as décadas de 1970 e 1980. Isso faz com que esta frota tenha entre 40 e 50 anos de atividade.
Isso dificulta a manutenção, seja por viabilizar um maior número de falhas por desgaste natural ou pela dificuldade de encontrar peças de reposição.
