Cotidiano
Cidades como Porto Alegre (RS) e Blumenau (SC) começaram a utilizar um serviço com a ajuda de motobombas visando reduzir as enchentes e ampliar a segurança das comunidades
Morador em situação de rua tenta se proteger de chuva forte / Fernando Frazão/Agência Brasil
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O verão brasileiro tem sido marcado por chuvas mais intensas e recorrentes, com reflexos diretos em diversas regiões do país. Alagamentos, elevação rápida do nível dos rios e sobrecarga da infraestrutura urbana reforçam a necessidade de investimentos em sistemas eficientes de drenagem e bombeamento, fundamentais para minimizar danos e proteger áreas historicamente afetadas por enchentes.
Nesse contexto, municípios têm apostado em soluções estruturadas para o controle hídrico. Em Porto Alegre (RS), por exemplo, o Sistema Silvio Brum entrou recentemente em operação com motobombas de alta vazão, projetadas para garantir o escoamento da água mesmo durante períodos de chuva intensa. A atuação do sistema tem contribuído para reduzir alagamentos recorrentes e aumentar a velocidade de drenagem em pontos considerados críticos da cidade.
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Situação semelhante ocorre em Blumenau (SC), onde o Dique de Santa Clara desempenha papel essencial no controle dos níveis de água. Equipado com motobombas voltadas ao escoamento contínuo, o sistema auxilia na prevenção de transbordamentos e na contenção da água em regiões vulneráveis, diminuindo o risco de avanço sobre vias urbanas e áreas residenciais frequentemente impactadas por enchentes.
Com o aumento da frequência de eventos climáticos severos, cresce também a demanda por equipamentos robustos, capazes de operar de forma contínua e sob condições adversas. Entre as soluções adotadas nesses projetos estão bombas portáteis a gasolina, amplamente utilizadas em ações emergenciais para retirada rápida de água, além de bombas submersíveis indicadas para drenagem de áreas alagadas, poços de contenção, bacias de retenção e obras civis.
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Em projetos de maior porte, como o Sistema Silvio Brum e o Dique de Santa Clara, são empregados modelos industriais de grande vazão, desenvolvidos para o manejo de volumes elevados de água e para operação prolongada. “Durante períodos de chuva intensa, não basta apenas remover a água acumulada. É essencial garantir a continuidade do escoamento e reduzir os riscos à população”, afirma Vinicius Bóllico, supervisor de engenharia do Grupo Unità.
Além da resposta imediata às chuvas, o cenário climático brasileiro exige planejamento permanente. A realização de manutenção preventiva e o monitoramento constante dos sistemas tornam-se estratégicos para assegurar o funcionamento adequado das estruturas, especialmente em áreas urbanas, empreendimentos industriais, condomínios e obras localizadas em regiões com solo constantemente saturado.
“Cada vez mais, municípios e empresas buscam se antecipar aos eventos extremos, implantando sistemas de drenagem e bombeamento antes do próximo período de chuvas, em vez de atuar apenas de forma corretiva após os impactos”, conclui Bóllico.
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