O tráfego na Ponte da Amizade segue inalterado, mas sob a sombra de uma mudança iminente / Wikimedia Commons/Ekem
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O clima entre as autoridades aduaneiras e o setor de turismo na fronteira atingiu um ponto de ebulição. Após o anúncio repentino de que ônibus fretados e de turismo seriam proibidos de circular pela Ponte da Amizade a partir do dia 19 de janeiro, uma forte reação do mercado e uma convocação de emergência do governo paraguaio forçaram um recuo temporário.
Agora, a expectativa se volta para um encontro de alto nível na próxima semana, que promete ser marcado pela tensão entre a necessidade de desafogar o trânsito e o medo de prejuízos econômicos.
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A decisão original previa que os coletivos fossem obrigados a utilizar exclusivamente a Ponte da Integração em horários restritos (das 19h às 7h).
No entanto, o setor turístico de Foz do Iguaçu reagiu prontamente, alegando que não houve consulta prévia e que a medida seria um golpe logístico no auge da temporada.
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Diante do impasse, a Receita Federal confirmou que, “em razão de solicitação da Delegação do Paraguai, será realizada, na próxima semana, reunião com o objetivo de deliberar sobre as novas modalidades de trânsito na Ponte da Integração”.
O encontro não será apenas técnico, mas envolverá o alto escalão das relações exteriores. Segundo a nota oficial da Alfândega de Foz do Iguaçu, a “reunião se dará sob convocação dos órgãos diplomáticos de ambos os países, no âmbito da Comissão Mista Brasil-Paraguai relacionada com a abertura da Ponte da Integração”.
O objetivo é encontrar um meio-termo que não asfixie o fluxo de visitantes que cruzam diariamente para compras e passeios.
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Até que os termos sejam definidos no encontro da próxima semana, o tráfego na Ponte da Amizade segue inalterado, mas sob a sombra de uma mudança iminente.
Conforme o posicionamento oficial da Receita Federal, “fica suspensa, até nova deliberação, a implementação da segunda fase de operação da Ponte da Integração, relativa à circulação de ônibus fretados”.
O desfecho dessa queda de braço definirá se a logística de turismo em Foz do Iguaçu passará por uma transformação radical ou se os governos cederão aos apelos das lideranças locais.
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