Se você acompanhou a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026, então notou que quase todos os atletas em campo usavam chuteira rosa. O tom fúcsia apareceu em calçados da Nike, Adidas, Puma, New Balance e até Skechers, marcas que brigam de foice o ano inteiro no meio esportivo.
Mas o que parece ser uma combinação entre os jogadores é, na verdade, uma das estratégias de marketing mais agressivas da história dos mundiais. Acredite se puder, as empresas não sentaram para conversar e definir a “cor do ano”.
Confira os atletas convocados para representar a Seleção Brasileira
Estratégia coletiva em campo
Cada uma das marcas fechou o design dos seus modelos de forma totalmente isolada, há cerca de dois anos. O motivo de todas terem chegado no “electric fuchsia” atende por um nome: WGSN, a maior consultoria de tendências do mundo, que cravou ainda em 2024 que essa seria a cor de 2026. As marcas simplesmente seguiram a planilha.
Além disso, o rosa não foi escolhido para agradar nenhum jogador, mas sim para fisgar a sua retina. O tom fúcsia gera contraste contra o verde do gramado em qualquer transmissão digital, independente do formato ou ângulo da câmera. Como a Copa do Mundo é transmitida para mais de 5 bilhões de telas, o pé do atleta virou o canal comercial mais valioso do planeta.
Fama atrai consumo
A estratégia de usar o campeonato para vender um calçado nasceu na final do Mundial de 1970, no México. Na época, Pelé pediu para o juiz parar a partida minutos antes do apito inicial só para amarrar sua Puma. A câmera da TV fechou no lance, o mundo inteiro viu a marca, e ali nascia o primeiro comercial ao vivo da história.
A ironia é que nem todos os atletas seguem a cartilha, como ocorre com os “outliers”. Em campo, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo abandonam o “uniforme padronizado” para jogar com modelos exclusivos em azul, branco ou dourado. Afinal, quem tem nome próprio dispensa a cor da moda.


























