Cotidiano

Brasil 2026: mudanças tributárias impactam empresas, investidores e pessoas físicas

De acordo com a estrategista financeira e contadora pericial e tributária Karol Dapousa, formada em Ciências Contábeis e mestre em Administração com foco em Controladoria, o momento é de adaptação estratégic

Igor de Paiva

Publicado em 19/01/2026 às 23:59

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Outro ponto de atenção é a nova tributação sobre investimentos e aluguéis / Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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O sistema tributário brasileiro entra em um novo ciclo a partir de 2026, com alterações relevantes no Imposto de Renda, na tributação de investimentos e na estrutura de impostos sobre consumo. As mudanças afetam diretamente empresas, sócios, investidores e pessoas físicas, exigindo atenção redobrada ao planejamento financeiro e tributário.

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De acordo com a estrategista financeira e contadora pericial e tributária Karol Dapousa, formada em Ciências Contábeis e mestre em Administração com foco em Controladoria, o momento é de adaptação estratégica. “As alterações não impactam apenas o valor do imposto pago, mas toda a organização financeira, desde a formação de preços até decisões de investimento e distribuição de lucros”, afirma.

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Entre as principais mudanças está a ampliação da isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para salários de até R$ 5.000 mensais, com descontos progressivos para rendas de até R$ 7.350. Ao mesmo tempo, a tributação de dividendos volta a vigorar, com alíquota de 10% sobre lucros distribuídos, impactando diretamente empresários, sócios e investidores.

No ambiente empresarial, a Reforma Tributária já sancionada prevê a substituição gradual de tributos como ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI pelo novo sistema de IVA dual, composto pelo IBS e pela CBS. A transição, que ocorrerá até 2033, obrigará empresas a conviverem simultaneamente com dois modelos tributários, exigindo ajustes em sistemas contábeis, precificação e compliance fiscal.

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Outro ponto de atenção é a nova tributação sobre investimentos e aluguéis. A partir de 2026, passa a vigorar uma alíquota única de 17,5% sobre ganhos em renda variável, além da cobrança de imposto sobre investimentos antes isentos, como LCI, LCA, CRI e CRA. Proprietários com maior volume de imóveis alugados também podem enfrentar aumento da carga tributária.

Segundo Karol, o cenário reforça a importância de organização e planejamento. “Empresas precisam revisar margens, contratos e fluxo de caixa. Pessoas físicas devem recalcular seus rendimentos líquidos e entender como as novas regras impactam sua renda e patrimônio”, explica.

A recomendação é que tanto empresas quanto contribuintes busquem apoio especializado, invistam em tecnologia fiscal e adotem uma gestão financeira mais estratégica para atravessar o período de transição com segurança e previsibilidade.

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