Bombeiros comparam ação nos tanques a um "dragão preso em uma gaiola"

O comandante das operações do Corpo de Bombeiros, Wagner Bertolini Júnior, comparou a ação nos tanques a "um dragão preso em uma gaiola". Ele não prevê um horário ou data para o fim da operação no local

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03 ABR 201511h47

O Corpo de  Bombeiros segue tentando controlar as chamas do incêndio que começou ontem nos reservatórios de combustíveis da Ultracargo, no bairro da Alemoa. Cada tanque, têm a capacidade de armazenamento de seis milhões de litros de combustíveis. 

A Ultracargo informou que o incêndio, em uma parte de seu terminal de Santos, atinge neste momento cinco tanques. Eles afirmam ainda, que os tanques atingidos pelo fogo contêm exclusivamente gasolina e etanol.

180 bombeiros despejam jatos de água em temperatura ambiente, porém, devido a alta temperatura do local a água acaba evaporando  logo depois de ser disparada. Por hora o prazo é de 4 dias para o termino do incêndio.

O comandante das operações do Corpo de Bombeiros, Wagner Bertolini Júnior, comparou a ação nos tanques a "um dragão preso em uma gaiola". Ele não prevê um horário ou data para o fim da operação no local.

Segundo Bertolini, os tanques estão "plenamente carregados". E uma das dificuldades da ação dos bombeiros é a distância entre um tanque e outro - não espeficou a metragem entre os equipamentos.

De acordo com o comandante das operações, uma eventual chuva em nada ajudaria o combate ao incêndio. "Na temperatura dos tanques, a água da chuva nem chega a encostar".

Um dos complicadores da ação dos bombeiros é o vento, que prejudica a força dos jatos. "A espuma é mais sensível ao vento".

VEJA VÍDEOS DA EXPLOSÃO

Vídeo incêndio - Via Whatsapp / Vídeo Incêndio 2 - Via WhatsApp / Explosão nos tanques da empresa Ultracargo

(Foto: Luigi Di Vaio/DL)

Feridos 

Devido a uma fagulha e espuma o bombeiro, Claudio Rodrigues Gonçalves de 39 anos foi encaminhado ontem para o Pronto Socorro da Santa Casa com lesão ocular para avaliação oftalmológica. O bombeiro já foi liberado e passa bem. 

O SAMU realizou desde o inicio do incêndio até o momento o atendimento de 21 pessoas no local. Todos são homens com sintomas variados alguns com superaquecimento. Foram registrados também crise nervosa e inalação de fumaça. Todos atendidos no local e liberados.

No Pronto Socorro Central de Santos, ontem (2), três pessoas foram atendidas com crise nervosa medicadas e liberadas. Não há nenhum paciente internado nos hospitais por conta do incêndio. 

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(Foto: Luigi Di Vaio/DL)

Prefeito

Através do  Facebook o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). "Além de monitorar a região, estamos com efetivos da Defesa Civil, CET e Guarda Municipal trabalhando desde o início do acidente no pólo industrial da Alemoa para garantir a segurança de quem vive e daqueles que precisam passar pela região. O trabalho segue nesta madrugada e ao longo do dia, incluindo atualizações constantes com informações sobre a situação, por meio de boletins na página da Prefeitura de Santosi no Facebook", escreveu Barbosa.

(Foto: Luigi di Vaio/DL)

Trânsito

A CET de Santos permanece com a operação fluidez neste momento 10 viaturas e 14 agentes auxiliam o trânsito na vias do município principalmente na chegada a cidade.

O trânsito na entrada da cidade que esteve ruim ontem, hoje apresenta melhora, mas esta sendo monitorado principalmente devido aos caminhões.

Na Rodovia Anchieta a fila de caminhões começa no Jd. São Manoel e de acordo com informação da Ecovias o trânsito é bom para veículos de passeio.

A rua João Pessoa está liberada para saída de caminhões, no sentido São Paulo e São Vicente o trânsito no local flue bem.

A Anchieta está com tráfego congestionado do km 59 ao km 65, na chegada a Santos, devido ao excesso de veículos. Acesso ao porto de Santos permanece fechado.

Rodovia dos Imigrantes tem lentidão do km 46 ao km 53, sentido litoral, também por excesso de carros.

Demais trechos do Sistema Anchieta-Imigrantes estão com fluxo normal. Faz sol e a visibilidade é boa.

O SAI está em Operação Descida 7x3. Para a descida, os motoristas utilizam as duas pistas da via Anchieta e a sul da Imigrantes. Já a subida é realizada pela pista norte da rodovia dos Imigrantes.

(Foto: Luigi di Vaio)