Cirurgia de Bolsonaro é concluída e ex-presidente segue em observação na UTI em Brasília

Bolsonaro se recupera de cirurgia no ombro em hospital. Entenda como a queda influenciou sua situação atual

Bolsonaro

Bolsonaro segue internado na UTI, sem previsão de alta/Divulgação

O Hospital DF Star, em Brasília, divulgou no início da tarde desta sexta-feira (1) que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro já foi submetido a uma cirurgia no ombro e, por esse motivo, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em observação. O médico responsável pelo procedimento foi o doutor Alexandre Firmino Paniago.

Mais cedo, o ex-presidente havia sido encaminhado a um hospital para realizar a cirurgia no ombro após uma queda. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou o político a passar pelo procedimento médico, o que viabilizou a operação.

O problema está associado a uma queda sofrida por Bolsonaro em janeiro, na Superintendência da Polícia Federal. Como consequência direta desse acidente, o ex-presidente passou a apresentar dores intensas, perda de força e limitação de movimentos no braço afetado.

A defesa do ex-presidente havia solicitado autorização para a cirurgia em abril, inicialmente com previsão de realização nos dias 24 ou 25, mas acabou adiada

Como funciona a cirurgia de ombro?

Os médicos optaram pela artroscopia, uma técnica minimamente invasiva que utiliza pequenos cortes e uma câmera para reparar os tendões rompidos do manguito rotador. Esse conjunto de músculos e tendões é responsável por estabilizar o ombro e permitir movimentos como levantar e girar o braço, e lesões na região podem causar dor, fraqueza e limitação de movimento.

No caso de Bolsonaro, os relatórios médicos apontam um comprometimento funcional da articulação. O ex-presidente chegou ao hospital às 6h da manhã e, em seguida, passou pelos procedimentos do pré-operatório.

Como as tentativas de tratamento conservador falharam e houve perda expressiva de força e movimento no braço, a intervenção cirúrgica tornou-se inevitável.

Durante o procedimento, o cirurgião faz pequenas perfurações no ombro para inserir a câmera e os instrumentos que fixam os tendões rompidos ao osso. Espera-se, assim, que o ex-presidente recupere gradualmente a força no braço.

Um mês em prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, completou um mês em prisão domiciliar humanitária. Medida que foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que também atua como relator da ação na qual o político foi condenado por suposta tentativa de golpe de Estado.

A decisão do magistrado teve um caráter estritamente humanitário e, além disso, estabeleceu um prazo de validade de 90 dias para o regime especial. Esse prazo foi definido com base no delicado estado de saúde do ex-chefe do Executivo, o qual vem exigindo cuidados contínuos.

Somando-se a esse período, Bolsonaro já acumula cinco meses de prisão desde o início de seu encarceramento. Ao longo de todo esse tempo, a saúde do ex-presidente sofreu sucessivas complicações. Por essa razão, ele precisou ser submetido a uma série de intervenções cirúrgicas, o que acabou justificando a migração para o regime domiciliar humanitário.