O Hospital DF Star, em Brasília, informou na manhã deste sábado (2) que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro apresentou boa evolução após a cirurgia no ombro realizada na sexta-feira (1º).
Segundo o boletim médico mais recente, Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para um apartamento, onde segue internado. O quadro é considerado estável, com bom controle da dor.
Neste momento, ele permanece sob cuidados para analgesia, prevenção de trombose e deve iniciar o protocolo de reabilitação motora e funcional.
Cirurgia foi necessária após queda
A cirurgia foi indicada após uma queda sofrida em janeiro, que resultou em dores intensas, perda de força e limitação de movimentos no braço. Como o tratamento conservador não apresentou resultados satisfatórios, a intervenção cirúrgica foi considerada necessária.
Ccomo foi o procedimento
O procedimento foi realizado por meio de artroscopia, técnica minimamente invasiva que utiliza pequenas incisões e uma câmera para reparar os tendões lesionados. A expectativa é de recuperação gradual dos movimentos e da força no ombro ao longo das próximas semanas.
Como funciona a cirurgia de ombro?
Os médicos optaram pela artroscopia, uma técnica minimamente invasiva que utiliza pequenos cortes e uma câmera para reparar os tendões rompidos do manguito rotador. Esse conjunto de músculos e tendões é responsável por estabilizar o ombro e permitir movimentos como levantar e girar o braço, e lesões na região podem causar dor, fraqueza e limitação de movimento.
No caso de Bolsonaro, os relatórios médicos apontam um comprometimento funcional da articulação. O ex-presidente chegou ao hospital às 6h da manhã e, em seguida, passou pelos procedimentos do pré-operatório.
Como as tentativas de tratamento conservador falharam e houve perda expressiva de força e movimento no braço, a intervenção cirúrgica tornou-se inevitável.
Durante o procedimento, o cirurgião faz pequenas perfurações no ombro para inserir a câmera e os instrumentos que fixam os tendões rompidos ao osso. Espera-se, assim, que o ex-presidente recupere gradualmente a força no braço.
Um mês em prisão domiciliar
O ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, completou um mês em prisão domiciliar humanitária. Medida que foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que também atua como relator da ação na qual o político foi condenado por suposta tentativa de golpe de Estado.
A decisão do magistrado teve um caráter estritamente humanitário e, além disso, estabeleceu um prazo de validade de 90 dias para o regime especial. Esse prazo foi definido com base no delicado estado de saúde do ex-chefe do Executivo, o qual vem exigindo cuidados contínuos.
Somando-se a esse período, Bolsonaro já acumula cinco meses de prisão desde o início de seu encarceramento. Ao longo de todo esse tempo, a saúde do ex-presidente sofreu sucessivas complicações. Por essa razão, ele precisou ser submetido a uma série de intervenções cirúrgicas, o que acabou justificando a migração para o regime domiciliar humanitário.
