Biopesca diz que os 103 ovos de tartaruga encontrados em praia de Itanhaém estavam em decomposição

Os ovos foram recolhidos da praia devido a alta da maré, mas nenhum deles fecundou

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11 MAI 2021Por Da Reportagem09h46
Agora, são aguardadas melhores chances de nascimento nos ninhos localizados em outras duas praias, a do Satélite e a do Centro. Agora, são aguardadas melhores chances de nascimento nos ninhos localizados em outras duas praias, a do Satélite e a do Centro. Foto: Ítalo Bini /Marcio Ohkawara / Vanessa Ribeiro / Instituto Biopesca

Todos os 103 ovos da tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) recolhidos no último sábado (08) do ninho na praia do Suarão, em Itanhaém (SP), estavam gorados e, na sua maior parte, em decomposição. Isso significa que não foram fecundados, ou seja, não houve o desenvolvimento de embriões. 

O recolhimento foi necessário devido à maré muito alta ocasionada por uma ressaca que, ao remover a areia, deslocou os ovos. 

Com o risco de que fossem levados pela água, a equipe do Instituto Biopesca (IBP) recolheu os ovos e os levou para análise em laboratório, localizado em sua sede, na Praia Grande. 

Agora, são aguardadas melhores chances de nascimento nos ninhos localizados em outras duas praias, a do Satélite e a do Centro. 

A tartaruga-de-couro fez  o ninho na praia do Suarão no dia 19 de fevereiro, totalizando 79 dias desde a desova. Os outros dois ninhos, nas praias do Satélite e do Centro, foram feitos respectivamente nos dias 5 e 17 março. O período de eclosão dos ovos deve ocorrer entre 60 e 90 dias.

O Instituto Biopesca é uma das instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. 

O projeto é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Biopesca monitora o Trecho 8, compreendido entre Peruíbe e Praia Grande.