Imagem ilustrativa gerada por IA / ImageFX
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Já imaginou comprar um iate avaliado em US$ 125 milhões — cerca de R$ 662 milhões na cotação atual — e simplesmente perdê-lo em uma partida de pôquer? Essa é a história que ganhou o mundo em 2006 envolvendo o bilionário russo Roman Abramovich, então proprietário do Chelsea FC.
Segundo relatos divulgados pela mídia internacional à época, Abramovich teria apostado seu megaiate Le Grand Bleu durante uma noite de jogos com amigos milionários. A embarcação, de 113 metros de comprimento, era considerada uma das mais luxuosas do planeta.
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O megaiate citado na história contava com sete cabines, spa, cinema privado, academia, beach club, piscina circular e dois espaços para helipontos. Além disso, levava a bordo um mini-iate auxiliar de 20 metros, um veleiro de 22 metros e até um carro Land Rover, reforçando o status de palácio flutuante reservado a poucos bilionários no mundo.
De acordo com o BP Money, o episódio teria ocorrido quando Abramovich recebeu o amigo Eugene Shvidler para um encontro a bordo do superiate. A partida de pôquer teria evoluído de apostas 'convencionais' — como carros de luxo e imóveis — até chegar ao ponto máximo: o próprio iate.
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Apesar da repercussão, Abramovich sempre negou publicamente que tenha perdido a embarcação no jogo, e o caso nunca foi confirmado oficialmente.
Segundo a revista Forbes, Abramovich construiu sua fortuna com participações em gigantes como a Evraz e a Norilsk Nickel. Em 2003, entrou para a história do futebol ao comprar o Chelsea FC, clube que vendeu em 2022 por quase US$ 5 bilhões ao bilionário americano Todd Boehly.
Com ligações próximas ao governo russo, Abramovich também atuou como mediador informal nas negociações iniciais da guerra entre Rússia e Ucrânia. Atualmente, aos 59 anos, seu patrimônio é estimado em US$ 9,2 bilhões.
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Histórias extravagantes não se restringem a Abramovich. Outro caso que intriga o mercado de luxo envolve o superiate Topaz, construído em 2012 pelo estaleiro alemão Lürssen Werft para o sheik Sheikh Mansour bin Zayed Al Nahyan, vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos.
Avaliado em cerca de US$ 450 milhões, o iate foi renomeado misteriosamente em 2019 para A+, sem registros oficiais de venda. O valor da embarcação coincide, curiosamente, com o da pintura Salvator Mundi, de Leonardo da Vinci, comprada em leilão em 2017 por US$ 450,3 milhões pelo príncipe saudita Mohammed bin Salman.
Pouco depois, a obra foi presenteada aos Emirados Árabes Unidos para exibição em Abu Dhabi, alimentando especulações — jamais confirmadas — sobre uma possível troca simbólica entre arte e luxo náutico.
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Seja verdadeira ou não, a história do iate supostamente perdido no pôquer reforça o fascínio em torno do estilo de vida dos bilionários, onde apostas, obras de arte e embarcações de centenas de milhões de dólares circulam quase como fichas de cassino.
No universo dos super-ricos, algumas histórias permanecem como mitos modernos, misturando ostentação, mistério e cifras capazes de chocar até os mercados mais acostumados ao luxo extremo.