Bike Santos começa a ter nova frota no dia 25

Cem novas bicicletas vão estrear em 10 estações, de acordo com o diretor-presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego, Rogério Vilani

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15 OUT 2017Por Gilmar Alves Jr.10h00
O Bike Santos começará a ter nova frota a partir do próximo dia 25Foto: Rodrigo Montaldi/DL

O Bike Santos, terceiro maior programa de compartilhamento de bicicletas públicas do País, começará a ter nova frota a partir do próximo dia 25. Cem novas bicicletas vão estrear em 10 estações, de acordo com o diretor-presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Rogério Vilani.

Até dezembro, mais 270 serão trocadas pela empresa Sertell, responsável pelo novo modelo de gerenciamento. O uso gratuito foi encerrado no modelo em vigência, e os usuários terão que aderir, a partir do próximo dia 25, a planos ou passe diário (indicado para turistas).

Segundo Vilani, a Prefeitura tentou manter a gratuidade buscando parcerias inclusive com bancos, a exemplo de modelos firmados em São Paulo, mas não houve interesse das instituições.

“Não foi fácil, não tivemos sucesso em achar um patrocinador do tamanho do projeto. Dos 15 projetos no País, o de Santos só não é maior do que de São Paulo e Rio de Janeiro em termos de bicicletas e número de estações. (Santos) É um projeto grande, é um projeto que tem a melhor cobertura, sem dúvida, em termos de Município. A gente tem estações em toda a cidade. É um preço grande. É um projeto que não é barato”, afirma.

De acordo com Vilani, Santos não gera o mesmo interesse para os bancos que anunciam nos programas das capitais.

“Em uma capital é mais viável. Eles (patrocinadores) querem uma exposição maior”, avalia.

Custo zero

Com o novo gerenciamento, a Prefeitura afirma que terá custo zero - antes gastava R$ 1,2 milhão por ano. A Sertell poderá explorar publicidade nas bicicletas e estações, incluindo mídia outdoor.

De acordo com a Administração Municipal, a captação de recursos de propaganda pela empresa vai possibilitar uma melhoria na qualidade dos equipamentos.

No novo modelo, Prefeitura afirma que buscou reforçar o comprometimento do usuário com a preservação do sistema, evitando atos de vandalismo.

Fiscalização

Questionado sobre as queixas de usuários sobre bicicletas em más condições, Vilani diz que a Prefeitura continuará tendo “total controle” sobre a fiscalização do serviço prestado e aplicação de sanção.

“Nós vamos ter uma novidade que é os patrocinadores do serviço também fiscalizando, porque quem investe em mídia em um projeto desses quer que a imagem no sistema seja boa”, disse Vilani.

A Administração Municipal também espera que os próprios usuários, pela fidelização com o serviço, denunciem atos de vandalismo.

Planos

Os planos anual, semestral e mensal terão que ser pagos em cota única. No anual, o valor é de R$ 90,00 (equivalentes a R$ 7,50 por mês), no semestral, R$ 50,00 (equivalentes a R$ 8,33 por mês) e no mensal R$ 10,00. O passe diário (indicado para turistas) custa R$ 5,00.

A retirada das bikes continuará ilimitada, das 6h às 23h, todos os dias da semana. As viagens permitidas são de até 45 minutos com intervalos de, no mínimo, 15 minutos.

“Eu acho que vai ficar melhor”, afirma usuária

A empregada doméstica Quitéria Ribeiro da Silva, de 34 anos, que usa diariamente o serviço para ir ao trabalho e retornar, avalia que o serviço vai ficar melhor na nova fase.

Ela afirma que já esperou mais de duas horas por uma bicicleta no Canal 3, na Orla, de onde parte para a Ponta da Praia, no retorno para casa, em Guarujá.  

“(Atualmente) a gente sai do serviço precisando e vê garotos com as bicicletas paradas na beira da praia”, afirma. Quitéria diz que vai aderir ao plano anual.

O estudante universitário Kaique Ramos, de 24 anos, usa o serviço no mínimo três vezes por semana no percurso para a faculdade e diz que vai aderir inicialmente ao plano mensal para fazer uma ­avaliação.

“Geralmente de manhã, na hora que eu tenho que ir para a faculdade, tem uma ou duas bikes aqui (Canal 3, na Orla) e às vezes estão quebradas. Aí eu não pego e acabo preferindo o ônibus”, afirma.

Se o serviço corresponder às expectativas, o estudante diz que vai passar para o plano anual. Caso se decepcione, ele diz que vai comprar uma bicicleta própria.

Uma mulher que retirava uma bicicleta quanto a Reportagem esteve na estação afirmou que não usará mais o serviço quando começar a cobrança. Ela não quis se ­identificar.

SP e Rio

Ciclo Sampa (Bradesco)

Horário de funcionamento: todos os dias, das 6h às 22h.

• Os primeiros 30 minutos são gratuitos.
• Usuário pode pedalar gratuitamente quantas vezes quiser, desde que a bicicleta seja devolvida em até 30 minutos. Depois disso, pode retirar novamente outra bicicleta, após aguardar 7 minutos para liberar no sistema gratuitamente.
• Se ultrapassar os 30 minutos, será cobrada uma taxa de R$ 5,00 a cada período de 30 minutos excedidos.
• Caso ultrapasse o tempo de 30 minutos gratuitos, ao devolvê-la, o sistema automaticamente fará a cobrança em cartão de crédito, conforme o tempo excedido.

Bike Sampa (Itaú)

Horário de funcionamento: todos os dias, das 6h às 22h.

• Usuário pode fazer quantas viagens quiser durante todo o dia, que podem ser tarifadas ou não, dependendo do tempo de uso.
• Viagens de até 60 minutos não são tarifadas, desde que sejam realizadas com intervalo de pelo menos 15 minutos entre elas;
• Viagens com duração de mais de 1 hora são tarifadas à parte, no valor de R$ 5,00 por cada uma hora de utilização;

Bike Rio (Itaú)

• Passe mensal - R$ 10,00 (Válido por 30 dias)
• Passe diário - Uso eventual / sem cadastro - R$ 5,00 (Válido por 24 horas)
• Horário de Funcionamento: todos os dias, das 6h à 0h.
• Usuário pode fazer quantas viagens quiser durante todo o dia, que podem ser tarifadas ou não, dependendo do tempo de uso. As estações de compartilhamento funcionam todos os dias, de 6h à 0h.
• Viagens de até 60 minutos não são tarifadas, desde que sejam realizadas com intervalo de pelo menos 15 minutos entre elas.
Viagens com duração de mais de uma hora são tarifadas à parte, no valor de R$ 5,00 por cada uma hora excedente.

• A Reportagem procurou as duas prefeituras e os dois bancos, mas não obteve até o fechamento desta edição dados atualizados sobre o número de bicicletas e estações nas duas capitais.

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