Cotidiano

Bicicleta dentro do ônibus? Essa pode ser a nova alternativa para você chegar ao trabalho

Proposta aprovada na Comissão de Viação e Transportes prevê que Contran defina normas técnicas; entenda os próximos passos

Nathalia Alves

Publicado em 23/03/2026 às 17:12

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Ônibus intermunicipais da EMTU ainda não permitem bike a bordo / Reprodução/Imagem feita por IA

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A Câmara dos Deputados deu um passo importante para integrar bicicletas e transporte público. A Comissão de Viação e Transportes aprovou um projeto de lei que autoriza a instalação de suportes para bicicletas em ônibus e micro-ônibus do transporte coletivo urbano, alterando o Código de Trânsito Brasileiro.

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As regras técnicas para os equipamentos ficarão a cargo do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que definirá normas de metrologia e segurança.

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Flexibilidade para municípios

O texto aprovado é de autoria do deputado Juninho do Pneu (União-RJ) e teve como relator o deputado Diego Andrade (PSD-MG). A versão final deixou de lado a obrigatoriedade geral e adotou um modelo mais flexível: caberá a prefeituras e ao Distrito Federal decidir quantos veículos da frota terão os suportes e quais linhas serão atendidas.

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Segundo o relator, a mudança respeita as diferenças entre as cidades brasileiras e facilita a adoção da medida. “Essa abordagem contribuirá para o sucesso da política de incentivo à intermodalidade”, avaliou Diego Andrade.

Enquanto a proposta tramita no Congresso, São Paulo já conta com estruturas que conectam a bicicleta ao transporte público. Bicicletários e paraciclos estão presentes em estações da CPTM, do metrô e em terminais metropolitanos da EMTU, permitindo que o usuário pedale até o local e deixe a bicicleta guardada durante o trajeto de ônibus ou trem.

Como funciona na EMTU?

Nos ônibus intermunicipais gerenciados pela EMTU, não é permitido transportar bicicletas dentro dos veículos. Como alternativa, a empresa oferece bicicletários gratuitos em terminais como Jabaquara, São Bernardo do Campo, Santo André Oeste, Americana, Hortolândia, Santa Bárbara d’Oeste, Osasco (Luiz Bortolosso), Guarulhos (Cecap, Taboão e Vila Galvão).

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Além disso, o VLT da Baixada Santista disponibiliza um bicicletário com controle de acesso na Estação Barreiros, em Santos, e outros 12 paraciclos. No total, são mais de 1,1 mil vagas sem custo para os usuários. 

A importância da nova lei

Se aprovada, a proposta que permite a instalação de suportes para bicicletas nos próprios ônibus representa um avanço significativo para a mobilidade urbana. Hoje, quem utiliza bicicleta como meio de transporte e depende do ônibus para parte do trajeto precisa deixar o veículo nos bicicletários dos terminais, o que nem sempre é prático ou está disponível próximo ao destino final.

Com a mudança, o passageiro poderá levar a bicicleta consigo durante todo o percurso, ganhando mais autonomia e flexibilidade. A novidade traz facilidades principalmente para quem vai ao trabalho, estuda ou precisa realizar deslocamentos diários em que a bike complementa o transporte público.

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Além disso, estimula o uso de meios sustentáveis, reduz a dependência do carro e amplia as opções de integração modal nas cidades.

 

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