Cotidiano

Bebida batizada: O perigo invisível que está mudando o consumo no Carnaval 2026

Com apreensões recordes em SP e RJ, intoxicação por metanol acende alerta vermelho durante o feriado

Luna Almeida

Publicado em 12/02/2026 às 21:20

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A preocupação com riscos à saúde já influencia decisões de compra e comportamento em blocos e camarotes / Freepik

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O Carnaval de 2026 acontece em meio a uma reorganização do consumo nas festas de rua. Nos últimos meses, episódios de adulteração de bebidas alcoólicas em eventos públicos, amplamente divulgados, acenderam um alerta sobre procedência e segurança. 

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Como reflexo, parte do público passou a rever hábitos, levando em conta não apenas a qualidade do que consome, mas também os efeitos do calor intenso e das longas jornadas típicas da folia.

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Especialistas avaliam que a preocupação com riscos à saúde já influencia decisões de compra e comportamento em blocos e camarotes, sinalizando uma mudança estrutural na forma como os foliões encaram o evento.

Impacto econômico amplia o debate

A mudança ocorre em um contexto de forte movimentação financeira. Em fevereiro, mês em que o Carnaval concentra grande parte do fluxo turístico, a FecomércioSP estima que o turismo nacional movimente R$ 18,6 bilhões — cerca de 10% acima do registrado no mesmo período de 2025. 

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Desse total, aproximadamente R$ 5,77 bilhões devem ser gerados por bares e restaurantes, colocando as bebidas no centro da engrenagem econômica da festa.

Nesse cenário, a adulteração deixa de ser apenas uma questão sanitária e passa a representar risco direto à experiência do consumidor e à estabilidade do setor.

Júlia Santana, CEO da Vida Rio, marca carioca de bebidas naturais e funcionais, avalia que os casos recentes funcionaram como ponto de inflexão no comportamento do público. Segundo ela, o debate deixou de girar apenas em torno do teor alcoólico e passou a considerar origem, composição e impacto físico ao longo de um dia inteiro de bloco. 

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Em um Carnaval que começa cedo e termina tarde, escolhas inadequadas tendem a gerar desgaste real.

Para a executiva, quando milhões de pessoas consomem bebidas por vários dias seguidos, episódios de adulteração comprometem confiança, permanência nas ruas e até a reputação do próprio evento.

Reorganização, não perda de intensidade

A leitura do setor é de que não há enfraquecimento da festa, mas uma adaptação prática à nova realidade. A celebração permanece intensa, porém com maior atenção ao equilíbrio físico.

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Na avaliação da especialista, quando a bebida respeita o corpo e o ritmo da folia, ela deixa de representar excesso e passa a integrar a dinâmica do evento, permitindo que o público aproveite a programação com mais segurança ao longo de todos os dias.

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