Bateria feita com sal de cozinha surge como aposta para substituir o petróleo e transformar o mercado global de energia

Tecnologia baseada em sódio promete ser mais barata que as baterias de lítio e pode acelerar a eletrificação em todo o mundo

Uma tecnologia que utiliza um ingrediente comum no dia a dia pode mudar o futuro da energia. Pixabay

Uma tecnologia que utiliza um ingrediente comum no dia a dia pode mudar o futuro da energia. Segundo um relatório recente do banco Morgan Stanley, as baterias de sódio têm potencial para provocar uma transformação tão grande que o material foi apelidado de “o novo petróleo”.

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A principal vantagem está no custo. Diferentemente das baterias de lítio, amplamente utilizadas atualmente em carros elétricos e sistemas de armazenamento de energia, o sódio é abundante, mais barato e fácil de encontrar. De acordo com o banco, as baterias de sódio podem custar entre 30% e 40% menos que as versões mais populares do mercado.

Como a tecnologia pode mudar o setor

Os especialistas acreditam que a nova tecnologia deve crescer rapidamente nos próximos anos, impulsionando investimentos de cerca de US$ 800 bilhões até 2035.

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A expectativa é que as baterias de sódio sejam utilizadas principalmente em sistemas de armazenamento de energia, veículos comerciais e carros elétricos mais acessíveis. Outro diferencial é o bom desempenho em temperaturas baixas, o que amplia seu uso em regiões frias.

O que muda para o lítio?

Se por um lado o sódio ganha espaço, por outro o mercado de lítio pode enfrentar novos desafios. O Morgan Stanley estima que as baterias de sódio poderão representar cerca de 20% do mercado global de baterias até 2030 e quase 40% até 2035.

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Com isso, a demanda por lítio, cobre e grafite pode diminuir ao longo dos próximos anos, pressionando setores que hoje dependem desses materiais.

China lidera corrida tecnológica

Atualmente, a China aparece na frente no desenvolvimento e na adoção das baterias de sódio. Enquanto isso, Estados Unidos e Europa ainda avançam em ritmo mais lento.

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Para os analistas do Morgan Stanley, a tecnologia não deve ser vista apenas como uma alternativa ao lítio, mas como uma peça importante para acelerar a transição energética global e ampliar o acesso a soluções mais baratas de armazenamento de energia.