Cotidiano

Banido por 10 anos: O erro bizarro que impediu jovem de viajar e quase arruinou sua vida

Uma coincidência inacreditável de nome e data de nascimento fez com que Kieran Harris fosse barrado de voar e tivesse a casa invadida pela polícia

Ana Clara Durazzo

Publicado em 04/02/2026 às 09:11

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Na véspera de sua viagem em maio de 2023, Harris recebeu um e-mail da easyJet informando que ele estava proibido de embarcar em qualquer voo da empresa até 2031 / Foto de Cameron Casey/Pexels

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O que deveria ser o início das férias de verão no cenário paradisíaco de Alicante, na Espanha, transformou-se em um teste de paciência e nervos para o britânico Kieran Harris, de 21 anos.

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O jovem descobriu, da pior forma possível, que estava na 'lista negra' de uma das maiores companhias aéreas da Europa — e o motivo parece roteiro de filme.

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Um 'clone' problemático

Na véspera de sua viagem em maio de 2023, Harris recebeu um e-mail da easyJet informando que ele estava proibido de embarcar em qualquer voo da empresa até 2031. A acusação? 'Comportamento disruptivo grave'.

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O problema é que Kieran nunca tinha causado problemas a bordo. O sistema da companhia aérea o confundiu com outro homem que possui:

  • O mesmo nome completo.

  • A exata mesma data de nascimento.

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Este 'outro' Harris havia sido preso em 2021 por agressividade e embriaguez durante um voo, resultando no banimento de uma década que acabou caindo no colo do jovem inocente.

Invasão policial e coletes à prova de balas

Infelizmente, a confusão com a companhia aérea não foi um caso isolado. A 'maldição do nome' já havia colocado a vida de Kieran em risco anteriormente:

  1. Operação Policial: No ano anterior, a polícia invadiu sua residência usando coletes à prova de balas por engano.

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  2. Acidente de Trânsito: Ao se envolver em uma colisão comum, foi tratado como criminoso pelas autoridades devido ao histórico do seu homônimo.

'É como se eu estivesse sendo punido por algo que não fiz. Qualquer um que olhasse para mim veria que não sou a mesma pessoa', desabafou o jovem à imprensa britânica.

A prova final e o pedido de desculpas

Para conseguir viajar, Harris precisou enviar uma foto de seu passaporte às pressas, provando que sua fisionomia era diferente da do verdadeiro infrator. A easyJet reconheceu o erro apenas poucas horas antes do embarque, alegando que a decisão foi tomada 'de boa-fé' devido à coincidência total de dados.

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A companhia aérea pediu desculpas públicas e prometeu uma compensação financeira pelo estresse causado. O trauma, porém, foi tão grande que o recém-formado agora cogita mudar de nome legalmente para recuperar sua liberdade e paz de espírito.

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