Banco está cobrando sua dívida? Veja o que ele pode e o que não pode fazer

Especialistas alertam que consumidores e empresas possuem direitos garantidos por lei e podem contestar cobranças abusivas, juros excessivos e cláusulas consideradas irregulares

Homem calculando as dívidas na calculadora

A relação entre cliente e banco é regulada por normas específicas, incluindo o Código de Defesa do Consumidor (CDC) (Pexels)

Ter uma dívida com banco não significa perder todos os direitos. Embora milhões de brasileiros convivam com empréstimos, financiamentos, cartões de crédito e outras modalidades de crédito em atraso, a legislação brasileira estabelece regras que protegem o consumidor. Além disso, as regras também protegem as empresas em situações de cobrança e renegociação.

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De acordo com especialistas da área jurídica, muitos devedores desconhecem que podem exigir informações detalhadas sobre o contrato. Além disso, eles podem questionar cobranças consideradas abusivas e até buscar a revisão judicial de determinadas cláusulas.

Entram nessa categoria obrigações financeiras assumidas junto a instituições financeiras, como empréstimos pessoais, financiamentos de veículos e imóveis. Além disso, entram na lista cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado, capital de giro e contratos de refinanciamento.

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Independentemente da modalidade, a relação entre cliente e banco é regulada por normas específicas, incluindo o Código de Defesa do Consumidor (CDC) em diversas situações.

Direitos garantidos ao devedor

Entre os principais direitos está o acesso a informações claras sobre o contrato. O consumidor pode solicitar detalhes sobre taxas de juros, Custo Efetivo Total (CET), tarifas cobradas e demais encargos envolvidos na operação.

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Outro ponto importante é a possibilidade de contestar cláusulas consideradas abusivas. Dependendo do caso, podem ser questionadas cobranças de tarifas não informadas previamente, juros excessivos, multas acima dos limites legais. Outros encargos que coloquem o cliente em desvantagem exagerada também podem ser questionados.

A legislação também proíbe práticas abusivas durante a cobrança. Bancos e empresas de recuperação de crédito não podem constranger, ameaçar ou expor o devedor ao ridículo. Ademais, não podem realizar contatos inadequados com familiares, vizinhos ou empregadores para pressionar pelo pagamento.

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Quando a dívida pode ser contestada

Em determinadas situações, a Justiça tem reconhecido o direito dos consumidores de revisar contratos bancários.

Entre os casos mais comuns estão cobranças de juros considerados excessivos em comparação com a média do mercado. Além disso, há a inclusão de tarifas não previstas originalmente no contrato, erros de cálculo do saldo devedor e irregularidades na capitalização de juros.

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Especialistas recomendam que o consumidor solicite um extrato detalhado da dívida antes de aceitar qualquer renegociação, permitindo a análise completa dos valores cobrados.

O que o banco pode fazer?

Em caso de inadimplência, a instituição financeira pode aplicar juros e multas previstos em contrato. Também pode negativar o nome do cliente nos órgãos de proteção ao crédito, protestar títulos e até ingressar com ação judicial para cobrar o débito.

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Por outro lado, não pode criar cobranças sem previsão contratual, ocultar informações sobre a composição da dívida ou adotar métodos abusivos de cobrança.

As garantias não se limitam às pessoas físicas. Micro, pequenas e médias empresas também podem contestar cláusulas abusivas em contratos bancários. Especialmente em operações de capital de giro, financiamentos empresariais e linhas de crédito.

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Em cenários de dificuldades financeiras mais graves, mecanismos como renegociação estruturada e recuperação judicial podem ser alternativas para preservar a atividade econômica. Além disso, ajudam a evitar a perda de ativos.

Atenção antes de renegociar

Advogados especializados recomendam cautela antes da assinatura de qualquer acordo. Em alguns casos, renegociações podem consolidar valores que eventualmente poderiam ser contestados judicialmente.

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Por isso, a orientação é reunir toda a documentação, solicitar o histórico completo da dívida e buscar aconselhamento profissional. Isso deve ser feito quando houver dúvidas sobre a legalidade das cobranças.

Embora a inadimplência possa gerar consequências financeiras importantes, especialistas destacam que conhecer os próprios direitos é fundamental para tomar decisões mais seguras. Assim, é possível evitar prejuízos ainda maiores durante o processo de negociação com bancos e instituições financeiras.