Balsa opera com duas embarcações na travessia entre Santos e Guarujá

O normal é operar com oito embarcações, mas a Dersa comunicou que a atual frota disponível é composta por cinco balsas

Duas balsas (a FB 17 e a FB 27) e, em média, 1h50 de fila de prioridades. Essa era a realidade na manhã de ontem, plena segunda-feira, para os usuários que se utilizavam do sistema de travessia de balsas entre Guarujá e Santos. Do lado inverso, a situação não era muita diferente.

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Segundo um funcionário, das oito balsas que a Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) costuma anunciar em operação, seis estavam em manutenção e a situação vem se repetindo quase todos os inícios de semana, causando prejuízos a centenas de trabalhadores e empresários.    

A Dersa piorou a situação. Comunicou que a atual frota disponível na travessia é composta por cinco balsas e que duas embarcações precisaram ser retiradas para reparos e foram imediatamente levadas para a manutenção. Uma delas, a FB-19, teve uma hélice danificada por objeto de grande volume no canal do Porto. A outra balsa estava passando por troca de dois motores. A previsão é que as duas voltariam a operar no final da tarde.

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A empresa revelou ainda que, desde o início desta gestão, vem adotando medidas para agilizar a manutenção e o conserto das balsas no sentido de melhorar o serviço prestado aos usuários de todas as Travessias Litorâneas do Estado.

Ano passado

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Vale lembrar que, novembro passado, numa audiência da Frente Parlamentar de Regulamentação do Transporte Hidroviário por Meio do Serviço de Balsas do Estado de São Paulo, sob a liderança do deputado estadual Paulo Corrêa Júnior (Patriota), na Câmara de Santos, o diretor de Operações da Dersa, Eduardo Di Gregório, reconheceu que só 25% dos motores das balsas estão bons. Na ocasião, em números exatos, eram 17 motores bons, 19 em estado de atenção e 32 em situação crítica. Há motores cujo ano de fabricação é 1988.

Ele também revelou que a questão de motorização era prioridade e que havia previsão de compra de 32 motores novos, com investimento de R$ 10 milhões. “A licitação já foi iniciada e, até o final de janeiro, acredito que os motores já comecem a ser instalados”, afirmou, revelando que a prioridade será para embarcações que operam nas travessias Santos/Guarujá e São Sebastião/Ilhabela.     

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O diretor de Operações disse que, em média, um motor leva duas horas para ser trocado, mas isso só ocorre em situações consideradas graves. Na travessia Santos/Guarujá, cinco balsas possuem quatro motores cada e três embarcações funcionam com dois motores cada. A Dersa pretende substituir 95 motores.

Di Gregório ainda anunciou investimentos de R$ 54,3 milhões pelo Estado para este ano, envolvendo também compra de novos flutuantes, reforma de terminais e estaleiros de Guarujá e Vicente de Carvalho, além de unidades de passageiros e compra de peças de reposição. O sistema da Dersa engloba oito travessias, com uma frota de 34 embarcações, entre lanchas e ferryboats, a capacidade operacional chega aos 2.400 veículos por hora em cada sentido.

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Ao todo recebe diariamente uma média de 22 mil pedestres, 22 mil veículos, 10 mil bicicletas e 9 mil motos. Em valores, a empresa fatura, só em relação a veículos na travessia Santos/Guarujá, cerca de R$ 106,5 mil por dia.

Vereadores querem espera máxima de 20 minutos

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É importante ressaltar que os vereadores Antônio Carlos Banha Joaquim (MDB), de Santos, e o vereador Edilson Dias de Andrade (PT), presidente da Câmara de Guarujá, realizaram uma ação conjunta que visa criar mecanismos de monitoramento, informação e de limitação do tempo de espera para a travessia de balsas entre os dois municípios.

A ideia partiu do vereador santista, que conhecendo o trabalho realizado pelo vereador Edilson Dias, em Guarujá, o procurou para apresentarem conjuntamente esta iniciativa. “A população não aguenta mais. Precisamos dar uma resposta eficiente e há tempos buscava uma saída jurídica para que o município pudesse se envolver, uma vez que o sistema é regido pelo Estado”, afirmou Banha.

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Conforme a proposta,  fica fixado como tempo máximo de espera na fila para todas as travessias o período de 20 minutos nos pontos de acesso ­pelas ­cidades. Se o usuário do serviço permanecer por mais do que esse tempo na fila, o período não inclui o trajeto percorrido pela embarcação na ­travessia, paga multa de 100 vezes o valor da tarifa. Pelo projeto, o usuário deverá realizar o registro com as autoridades de trânsito presentes na fila da balsa, ficando a concessionária infratora sujeita a multa  ou livre dela se isentar da tarifa o usuário que ficou acima do limite de espera na fila.

“A ideia é forçar que a empresa melhore, pois os usuários não pagarão a balsa se ficarem mais do que 20 minutos na fila”, afirma o ­vereador Edilson Dias.

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O vereador Banha afirma que as companhias de Engenharia de Tráfego (CETs) de cada cidade deverão criar mecanismos de monitoramento e informação aos usuários sobre o período de espera para embarcar. Ainda em caso de reincidência, conforme prevê o projeto de lei, a concessionária do serviço poderá ser multada em mil vezes o valor da tarifa vigente, sendo o valor revertido ao Fundo Social de Solidariedade. A Dersa não se manifesta sobre a proposta.